Geral

Mulher de 37 anos usava mamadeira e chupeta para fingir ser criança e aplicar golpe da adoção; saiba detalhes

Foto: divulgação/ PCSC
Suspeita utilizou nome falso e se aproximou de igreja para enganar família em Joinville, SC, revelando um golpe em vários estados.  |   BNews RN - Divulgação Foto: divulgação/ PCSC
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

[email protected]

Publicado em 06/06/2026, às 14h47



Um caso impressionante e cercado de detalhes perturbadores chocou as autoridades de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil (PCSC) após passar cerca de 14 meses fingindo ser uma adolescente de 12 anos para ser acolhida e adotada por uma família local. A farsa foi descoberta após uma denúncia familiar e revelou uma idêntica rota de golpes por vários estados do país.

Utilizando o nome falso de "Gabriele", a suspeita se aproximou inicialmente de uma igreja no distrito de Pirabeiraba, relatando ser vítima de graves maus-tratos. Sensibilizado, o pastor da congregação a acolheu e a apresentou a um casal de fiéis. Ganhando a confiança e o afeto de todos, ela passou a morar na residência da família, que deu início aos trâmites para uma adoção legal.

Como a farsa era sustentada dentro de casa

Para manter o disfarce de uma criança de 12 anos ao longo de mais de um ano, a mulher adotava comportamentos profundamente infantilizados. De acordo com os relatórios da investigação, ela utilizava rotineiramente mamadeiras, chupetas e um pedaço de pano ("cheirinho") para dormir.

O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, detalhou que a infratora possuía um quarto próprio na residência, totalmente decorado com adereços infantis e pintado de rosa. Ela simulava crises de pânico constantes e insegurança para dormir sozinha, exigindo que a mãe adotiva a colocasse na cama todas as noites.

Para justificar suas feições físicas e traços visivelmente mais velhos, a estelionatária alegava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas. Além disso, convenceu os pais adotivos de que havia sido submetida à prostituição infantil no passado e forçada a ingerir altas doses de hormônios, o que teria alterado sua fofura e aparência natural; versão que fez com que a família se compadecesse e não desconfiasse das feições adultas.

Desconfiança e recusa em ir à escola

O sinal de alerta acendeu definitivo quando o casal tentou matriculá-la em uma instituição de ensino regular e oficializar juridicamente a paternidade. Toda vez que o assunto era abordado, a mulher recuava e apresentava a mesma justificativa impeditiva:

"Eu não posso ir para a escola. Eu não posso ser adotada legalmente, porque senão, o meu pai biológico vai descobrir e vir atrás de mim".

Desconfiada do comportamento da "sobrinha", uma tia da família adotiva começou a investigar por conta própria e levou o caso às autoridades. O pai adotivo, que inicialmente relutou em acreditar no golpe, realizou buscas na internet e descobriu o passado da mulher. Em análises preliminares e contatos com policiais de outras regiões, os agentes descobriram a identidade real da suspeita e confirmaram que ela já havia aplicado exatamente o mesmo golpe em outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório formal na delegacia, a mulher confessou integralmente os crimes aos policiais. Ela foi autuada em flagrante por estelionato e falsidade ideológica e acabou transferida para o Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá trancada à disposição do Poder Judiciário.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating