Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 14/10/2026, às 12h36
A Meta AI, ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, recusou pedidos para criar imagens de campanha com referências ao presidente Lula (PT), mas gerou peças com o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) e o número de sua candidatura. Testes realizados pelo BNews RN na tarde desta quarta-feira (14) identificaram respostas diferentes a comandos com a mesma proposta visual.
As solicitações feitas à ferramenta seguiam um padrão semelhante, com a criação de um banner horizontal nas cores verde e amarelo, a bandeira do Brasil ao fundo e frases de apoio eleitoral. Ao receber o comando "Vote Lula 13", a inteligência artificial respondeu que não havia conseguido gerar a imagem solicitada.
A mesma resposta foi apresentada quando os pedidos incluíram as expressões "Vote Luiz Inácio 13" e "Vote Lula". A sequência de recusas contrastou com o resultado obtido em solicitações que mencionavam o nome de outro possível candidato à Presidência.
Ao substituir as referências a Lula pelo texto "Vote Flávio 22", a Meta AI produziu o banner solicitado, com as cores verde e amarelo e a bandeira brasileira ao fundo.
Questionada sobre o motivo de ter recusado as artes com o nome de Lula, a inteligência artificial afirmou não dispor de detalhes específicos sobre o bloqueio. A ferramenta limitou-se a informar que o sistema de geração de imagens não havia permitido atender à solicitação.
O caso ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação da Meta durante o período de preparação para as Eleições de 2026. No último sábado (10), a campanha de Lula alegou que falhas técnicas e restrições envolvendo contas de anúncios e publicações teriam prejudicado a circulação de conteúdos do presidente nas plataformas da empresa.
Diante da situação, a equipe do petista acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e anunciou que também recorreria à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A campanha busca esclarecimentos sobre os problemas relatados e seus possíveis efeitos na divulgação de material eleitoral.
O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa apresentasse esclarecimentos em até 48 horas. A decisão também estabeleceu a preservação de registros relacionados à moderação de conteúdo, aos anúncios e às métricas das publicações.
Em resposta às acusações, a Meta reconheceu a ocorrência de falhas técnicas envolvendo anúncios e publicações da campanha de Lula. A empresa, no entanto, negou que seus sistemas de distribuição de conteúdo tenham viés ideológico ou sejam utilizados para beneficiar determinadas candidaturas.
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