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Publicado em 17/10/2025, às 18h33 Bruna Souza
No próximo sábado, 18, é celebrado o dia mundial da menopausa, que tem o papel de aumentar a conscientização sobre essa condição de saúde e os sintomas que frequentemente são subestimados ou confundidos.
Esse período é marcado pela queda nos níveis hormonais, o que desencadeia uma série de manifestações físicas e emocionais que vão muito além das conhecidas ondas de calor.
Um estudo recente da Universidade de Johns Hopkins, declara que a estimativa é que 1,2 bilhão de pessoas estejam na menopausa e na pós-menopausa no mundo até 2030.
Quanto ao Brasil, são 30 milhões de mulheres vivendo essa fase, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As alterações hormonais influenciam diretamente a liberação de neurotransmissores no sistema nervoso central, isso pode levar a uma série de problemas emocionais pouco comentados.
Sintomas como irritabilidade, instabilidade emocional, ansiedade e melancolia são comuns. Estudos indicam que a menopausa pode até mesmo contribuir para o desenvolvimento de depressão em algumas pacientes.
A qualidade de vida no dia a dia é afetada por sintomas de ordem mental e energética; muitas mulheres relatam a chamada "névoa mental", que é a dificuldade em se concentrar, lembrar o que se estava falando ou encontrar as palavras certas.
Além disso, a fadiga extrema e a exaustão são manifestações físicas que impactam a rotina e a produtividade, exigindo uma atenção médica especializada.
"O processo da menopausa, para mim, foi muito difícil. Eu sou uma mulher que trabalha muito, que tem muita energia, e, de repente, por volta dos 48 anos, eu me vi exausta, com uma fadiga extrema", declarou Maria Cândida, ativista de maturidade, para a CNN.
Outro conjunto de sintomas associado é a síndrome geniturinária da menopausa. Essa condição inclui a secura e a perda de elasticidade vaginal, o que pode causar desconforto e até sangramento durante a relação sexual, além da diminuição da libido.
Problemas urinários, como aumento da urgência para urinar, infeção e dor, também podem surgir devido à queda hormonal.
O tratamento para os sintomas da menopausa é individualizado e deve ser discutido com um especialista. A reposição hormonal, que utiliza estradiol, testosterona e progesterona, é uma das principais abordagens para restabelecer o equilíbrio hormonal e aliviar o desconforto.
Contudo o indicado é sempre fazer algo personalizado para cada corpo, o que exige contato contínuo com algum especialista.
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