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Mais de 2 mil voos foram cancelados no Brasil após alta do combustível

Foto: José Aldenir/Agora RN
Mais de 2 mil voos foram cancelados no Brasil após alta do combustível  |   BNews RN - Divulgação Foto: José Aldenir/Agora RN
Mayane Bezerra

por Mayane Bezerra

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Publicado em 21/04/2026, às 17h34



Companhias aéreas brasileiras suspenderam mais de 2 mil voos em maio devido ao aumento do preço do petróleo e do querosene de aviação, resultando em uma redução de 2,9% na malha aérea e cerca de 10 mil assentos a menos por dia.

A média de voos diários caiu de 2.193 para 2.128, com os estados mais afetados sendo Amazonas, Pernambuco, Goiás, Pará e Paraíba, enquanto rotas de alta demanda, como São Paulo–Rio de Janeiro, não foram impactadas.

O governo federal implementou medidas como isenção de PIS/Cofins sobre combustíveis e adiamento de tarifas de navegação, mas as companhias aéreas consideram essas ações insuficientes e pedem revisão de tributos e incentivos para aliviar custos operacionais.

Resumo gerado por IA

As companhias aéreas brasileiras suspenderam mais de 2 mil voos programados para o mês de maio, em meio ao aumento do preço do petróleo e à alta no querosene de aviação. O movimento reduziu a oferta de assentos e impactou operações em diferentes regiões do país.

Dados do sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontaram que a média de voos diários caiu de 2.193 para 2.128. No total, foram 2.015 voos a menos no mês, uma redução de 2,9% na malha aérea. Na prática, isso representa cerca de 10 mil assentos a menos por dia e a retirada de aproximadamente 12 aeronaves de médio porte da operação.

Os cortes se concentraram principalmente em rotas consideradas menos rentáveis. Até o momento, não houve impacto significativo em trechos de alta demanda, como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados estão Amazonas, com redução de 17,5%, seguido por Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9,0%) e Paraíba (-8,9%).

Segundo o setor, a diminuição na oferta de voos foi reflexo direto do aumento de 54% no preço do querosene de aviação, reajuste aplicado pela Petrobras no início de abril. Há ainda a expectativa de novo aumento, estimado em cerca de 20%, previsto para maio.

Diante do cenário, o governo federal adotou medidas para tentar reduzir os impactos, como a isenção de PIS/Cofins sobre o combustível, o adiamento de tarifas de navegação aérea e a promessa de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), além da possibilidade de parcelamento dos reajustes.

Apesar disso, as companhias aéreas consideram as ações insuficientes e apontam dificuldades relacionadas aos custos operacionais, incluindo os juros aplicados pela Petrobras. O setor também defende novas medidas, como a revisão de tributos e incentivos que possam aliviar os custos.

Até a última atualização, a Petrobras não havia se manifestado sobre o tema.

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