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Justiça escolhe Suzane como inventariante de espólio milionário e ignora passado criminal

Reprodução/Luara Leimig/TV Vanguarda e Arquivo pessoal
A Justiça de São Paulo autorizou Suzane a gerenciar bens de seu tio, Miguel Abdalla Netto, avaliados em R$ 5 milhões, apesar de seu passado criminal  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Luara Leimig/TV Vanguarda e Arquivo pessoal
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 06/02/2026, às 20h45



A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio, Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro, permitindo que ela administre bens avaliados em R$ 5 milhões, apesar de seu histórico criminal.

A decisão gerou uma disputa com a prima do médico, Carmem Silvia Gonzalez Magnani, que contestou a nomeação, alegando que sua ausência no processo de inventário foi um fator decisivo para a escolha de Suzane.

Carmem registrou um boletim de ocorrência contra Suzane por suposta retirada de bens do imóvel do médico, enquanto a investigação sobre a morte de Miguel continua, com a possibilidade de um projeto de lei que pode afetar a herança em discussão no Congresso.

Resumo gerado por IA

A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio do médico Miguel Abdalla Netto, seu tio, encontrado morto em janeiro deste ano na residência onde morava, no bairro Campo Belo, Zona Sul da capital paulista. A decisão autoriza Suzane a administrar os bens deixados pelo médico, avaliados em cerca de R$ 5 milhões.

Condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, Suzane teve o nome indicado mesmo diante do histórico criminal. Na decisão, a juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões, afirmou que os antecedentes não têm relevância jurídica para o processo de inventário.

Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos, solteiro, sem filhos e sem testamento. Pela legislação sucessória, a herança deve ser transmitida aos sobrinhos vivos — Suzane e o irmão, Andreas von Richthofen —, o que motivou a abertura do inventário judicial.

Disputa familiar e contestação judicial

A nomeação de Suzane ocorreu após disputa com a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, que pleiteava o direito de administrar os bens até a conclusão da partilha. Segundo a Justiça, a ausência de manifestação formal de interesse dos demais herdeiros pesou na escolha.

Com a função de inventariante, Suzane passa a ter o dever legal de administrar e preservar o patrimônio, que inclui dois imóveis e um veículo. A decisão não garante automaticamente o direito à herança, mas permite que ela gerencie os bens sob fiscalização judicial, sem poder vender ou usufruir dos valores.

A defesa de Carmem Magnani informou que vai recorrer da decisão. Os advogados alegam que foram surpreendidos antes do fim do prazo para apresentação de documentos que, segundo eles, comprovariam uma união estável entre Carmem e Miguel, relação negada pelo médico em vida.

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Acusações e investigação em andamento

Nesta semana, Carmem registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de retirar bens da residência do médico sem autorização judicial, como móveis, eletrodomésticos, documentos e dinheiro. A Polícia Civil investiga a denúncia e apura se houve invasão e furto no imóvel.

A morte de Miguel Abdalla Netto segue sob investigação. A principal hipótese é de infarto, mas o caso ainda é tratado como suspeito. A prima do médico obteve autorização policial para liberar o corpo e realizar o sepultamento no interior do Estado; Suzane também fez o pedido, mas não foi autorizada por ter chegado depois à delegacia.

Paralelamente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pode impactar diretamente o caso. A proposta altera o Código Civil para impedir que herdeiros condenados por crimes dolosos contra parentes até o terceiro grau tenham direito à herança. Se aprovado, o texto pode afetar a disputa pelo patrimônio deixado pelo médico.

Classificação Indicativa: Livre

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