Geral

Homenagem eterna: Assembleia Legislativa quer transformar legado de Titina Medeiros em patrimônio cultural do RN

Foto: Luana Tayze
A proposta visa reconhecer a contribuição de Titina Medeiros às artes e à cultura do Rio Grande do Norte após sua morte  |   BNews RN - Divulgação Foto: Luana Tayze
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

[email protected]

Publicado em 26/02/2026, às 13h32



A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) vai analisar um projeto de lei que reconhece a vida e a obra da atriz Titina Medeiros como patrimônio cultural, material e artístico do Estado. A proposta foi protocolada após a morte da artista, em 11 de janeiro, em Natal.

O texto é de autoria da deputada Divaneide Basílio, do Partido dos Trabalhadores (PT), e busca formalizar o reconhecimento institucional da contribuição da atriz às artes cênicas e ao audiovisual, com destaque para a valorização da identidade potiguar e nordestina.

Caso seja aprovado, o projeto incluirá oficialmente o nome de Titina Medeiros no rol de patrimônios culturais do Rio Grande do Norte.

Trajetória ligada ao Estado

Nascida em setembro de 1977, em Currais Novos e criada em Acari, a atriz construiu carreira de mais de três décadas dedicada ao teatro, à televisão, ao cinema e à produção cultural.

Em plenário, Divaneide Basílio afirmou que a artista deixa um legado que deve ser resguardado e protegido pelo poder público. Segundo a parlamentar, a trajetória de Titina sempre esteve conectada ao Rio Grande do Norte, integrando grupos teatrais relevantes e participando de montagens que circularam no Estado e em outras regiões do país.

A deputada citou produções como Candeias e a participação da atriz na novela Cheias de Charme, da TV Globo, papel que ampliou sua projeção nacional.

Legado artístico e luto

Para a autora da proposta, a homenagem consolida o reconhecimento de uma contribuição duradoura à cultura potiguar. Ela destacou que, mesmo com visibilidade nacional, Titina manteve vínculo com suas origens e colaborou para fortalecer a produção cultural do Estado.

A atriz morreu aos 49 anos, vítima de câncer no pâncreas. O tipo mais comum da doença é o adenocarcinoma, considerado agressivo e com alta taxa de letalidade.

O projeto agora segue tramitação na ALRN, onde será analisado pelas comissões antes de eventual votação em plenário.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating