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Governo Federal injeta bilhões e abre 3 mil vagas para residência médica em ofensiva para reforçar o SUS

Fernando Frazão/Agência Brasil
De acordo com o Ministério da Saúde, a política de expansão da residência médica faz parte do programa Agora Tem Especialistas  |   BNews RN - Divulgação Fernando Frazão/Agência Brasil
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 03/02/2026, às 15h24



O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (3) um edital que abre 3 mil novas vagas para residência médica em todo o país. Com a medida, o governo federal passará a financiar mais de 60% do total de residentes no Brasil, alcançando cerca de 35 mil profissionais em formação.

Segundo a pasta, o investimento previsto para custear as bolsas chega a R$ 3 bilhões. A iniciativa integra a estratégia federal de ampliar a formação de especialistas e fortalecer a rede pública de saúde, especialmente em áreas com maior carência de profissionais.

As vagas financiadas pelo governo serão direcionadas prioritariamente para especialidades consideradas estratégicas para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na ampliação da oferta e na melhor distribuição desses médicos pelo território nacional.

Foco em áreas prioritárias e novos programas

De acordo com o Ministério da Saúde, a política de expansão da residência médica faz parte do programa Agora Tem Especialistas, desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação. A ação resultou na criação de 806 novos programas de residência médica no país.

A expectativa do governo é acelerar a formação de médicos especialistas e reduzir gargalos históricos do SUS, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

Dados da pasta indicam que, somente no último ano, houve crescimento significativo em algumas especialidades. As vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica aumentaram cerca de 15%, enquanto oftalmologia teve alta de 14% e radioterapia registrou crescimento de 10%.

Novo edital mira especialistas para áreas remotas

Além das vagas para residência, o Ministério da Saúde também lançou um edital específico para a contratação de 900 médicos especialistas. Esses profissionais serão distribuídos em 16 áreas prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica.

O objetivo é reforçar o atendimento em regiões mais distantes e socialmente vulneráveis, onde a escassez de especialistas impacta diretamente o acesso da população aos serviços de saúde.

Atualmente, segundo a pasta, 583 médicos especialistas já atuam por meio do programa em todas as regiões do Brasil. Com o novo edital, a meta é chegar a 1.500 profissionais, com maior concentração no interior do país e em áreas metropolitanas.

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