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Governo faz varredura e mais de 550 serviços piratas de streaming desaparecem da internet

Desde 2019, a operação já bloqueou milhares de sites e aplicativos - Reprodução/Freepik
Grande parte desses serviços era acessada por meio de TV boxes, que são dispositivos que permitem assistir a conteúdos por IPTV  |   BNews RN - Divulgação Desde 2019, a operação já bloqueou milhares de sites e aplicativos - Reprodução/Freepik
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 03/12/2025, às 13h48



Duas operações internacionais derrubaram, ao todo, 558 serviços ilegais de streaming desde a última semana, resultado de uma investigações que vêm desmantelando milhares de plataformas clandestinas nos últimos meses. A ofensiva mais recente ocorreu na Argentina, onde 22 aplicativos, entre eles BTV e Red Play, foram retirados do ar no  último domingo (30). 

Três dias antes da ação no país vizinho, o Brasil foi palco da oitava etapa da Operação 404, que bloqueou 535 sites e um aplicativo usados para transmissão ilegal de conteúdo. A ação é executada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública desde 2019.

De acordo com a Alianza, que é a associação de companhias que combatem a pirataria audiovisual na América Latina, desde quando começou, a ação identificou mais de 6,2 milhões de assinantes, dos quais 4,6 milhões eram brasileiros.

Grande parte desses serviços era acessada por meio de TV boxes, dispositivos que permitem assistir a conteúdos por IPTV e que, quando não homologados, operam à margem da legislação.

Operação na Argentina expõe estrutura empresarial da pirataria

As autoridades argentinas investigam desde setembro do ano passado um complexo esquema de streaming ilegal com alcance internacional. Em agosto deste ano, buscas em quatro endereços revelaram escritórios que operavam como empresas regulares, com setores administrativos e até Recursos Humanos para cerca de 100 funcionários.

Segundo os investigadores, usuários pagavam até US$ 5 por mês para acessar os serviços, gerando um faturamento anual superior a US$ 150 milhões. A denúncia foi feita pela Alianza, que aponta a Argentina como base de operações para captar clientes no Brasil, México, Equador e África do Sul.

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Os escritórios gerenciavam marketing e vendas, enquanto toda a infraestrutura técnica estava hospedada na China, o que prolongou o processo de derrubada das plataformas.

Brasil avança na Operação 404

Na etapa mais recente da Operação 404, o governo cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, quatro ordens de prisão preventiva e realizou três prisões em flagrante. A ação teve apoio das Polícias Civis de 15 estados, além de parcerias com Anatel, Ancine e autoridades de países como Argentina, Equador, Peru e Reino Unido.

Desde 2019, a operação já bloqueou milhares de sites e aplicativos, retirou conteúdo ilegal de plataformas de busca e derrubou perfis em redes sociais usados para divulgar serviços clandestinos.

Sobre as TV boxes, a Anatel reforça que apenas dispositivos homologados podem ser usados no Brasil, ressaltando riscos como interferências em outros aparelhos e vulnerabilidade a ataques cibernéticos.

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