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Fim dos orelhões: Brasil se prepara para se despedir dos telefones públicos até 2028

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Os orelhões, ícones da comunicação no Brasil desde 1972, terão operação encerrada até 2028, mas alguns seguem em áreas sem 4G  |   BNews RN - Divulgação Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 20/01/2026, às 15h45



Os orelhões, que representam a comunicação pública no Brasil desde 1972, serão desativados até o final de 2028, após o término dos contratos de concessão com operadoras de telefonia fixa, marcando uma mudança significativa no cenário urbano.

Atualmente, cerca de 9 mil orelhões ainda estão em operação, principalmente em São Paulo, enquanto as operadoras se comprometem a manter serviços de voz em áreas sem cobertura 4G até a data limite, além de investir em infraestrutura de telecomunicações.

A transição para um modelo mais digital e conectado está em andamento, permitindo que usuários solicitem o desligamento de terminais desnecessários, enquanto a Anatel oferece suporte para garantir a continuidade do serviço em regiões isoladas até que a nova infraestrutura esteja completa.

Resumo gerado por IA

Os orelhões, símbolos da comunicação pública no Brasil desde 1972, têm data marcada para desaparecer do cenário urbano: o fim de 2028. A rede de telefones coletivos, que já chegou a somar mais de 1,5 milhão de unidades, está sendo gradualmente retirada após o encerramento dos contratos de concessão com as operadoras de telefonia fixa.

A arquiteta Chu Ming Silveira, radicada no Brasil, foi responsável pelo projeto nacional que se tornou referência de design e funcionalidade. Os terminais, que permaneceram ativos por décadas como contrapartida obrigatória das concessionárias, agora fazem parte de um processo de adaptação do serviço, que visa estimular investimentos em banda larga e redes móveis em todo o país.

Segundo a Anatel, os contratos que incluíam a manutenção dos orelhões expiraram em dezembro de 2025, abrindo caminho para uma transição do sistema de telefonia fixa (STFC) para o regime privado de autorização de serviço.

A transição e os impactos para usuários

Na prática, cerca de 9 mil orelhões continuarão funcionando em localidades que ainda não possuem cobertura 4G. A maior concentração desses terminais está no estado de São Paulo, e a localização de cada um pode ser consultada no site da Anatel.

As concessionárias assumiram compromissos de manter o serviço de voz em locais onde forem as únicas prestadoras, utilizando tecnologias diversas, até 31 de dezembro de 2028. Além disso, empresas como Oi, Vivo, Algar e Claro/Telefônica prometem realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações, incluindo fibra óptica, antenas 4G, expansão da telefonia celular em municípios, conectividade em escolas públicas e até construção de data centers.

A Oi detém a maior parte dos orelhões em operação, com 6.707 unidades, enquanto as demais operadoras manterão cerca de 2 mil terminais até o encerramento dos contratos. Empresas menores, como a Sercomtel, que mantém 500 terminais no Paraná, também seguirão com o serviço até que a adaptação tecnológica seja concluída.

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O legado dos orelhões e a adaptação tecnológica

O fim dos orelhões marca não apenas a aposentadoria de um equipamento icônico, mas também a transição da comunicação pública para um modelo mais digital e conectado. Os usuários podem solicitar o desligamento de terminais cuja manutenção não é obrigatória diretamente às operadoras; caso não haja resposta, a Anatel disponibiliza canais de atendimento pelo telefone 1331 e pelo portal online.

Para especialistas, a extinção gradual dos telefones públicos reflete a evolução da tecnologia e a necessidade de ampliar a conectividade em todo o país. Ao mesmo tempo, preserva-se a funcionalidade em regiões isoladas, garantindo que o serviço de voz permaneça acessível até que toda a infraestrutura esteja atualizada.

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