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Publicado em 11/04/2026, às 16h45 Mayane Lins
A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 1.805/2025, que visa regular a atuação de plataformas digitais e aumentar a autonomia comercial dos empreendimentos de hospedagem, impactando positivamente a concorrência no setor hoteleiro do Brasil.
A proposta, liderada pela deputada Carla Dickson, proíbe cláusulas de paridade tarifária, permitindo que hotéis e pousadas ofereçam preços mais competitivos, o que pode resultar em melhores ofertas para os consumidores e impulsionar o crescimento do setor.
O projeto agora será analisado pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços e, em seguida, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, podendo seguir para o Senado caso seja aprovado nas próximas etapas.
A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei nº 1.805/2025, sob relatoria da deputada federal Carla Dickson (PL-RN), que estabelece novas regras para a atuação de plataformas digitais e garante mais autonomia comercial aos empreendimentos de hospedagem. A medida é vista como um passo importante para equilibrar a concorrência e traz um impacto direto para a rede hoteleira do Rio Grande do Norte e do Brasil.
Vice-presidente da Comissão de Turismo, Carla Dickson teve papel decisivo na construção do relatório aprovado, assegurando avanços significativos para o setor, especialmente no que diz respeito à liberdade de precificação. A proposta proíbe a imposição de cláusulas de paridade tarifária por plataformas digitais, permitindo que hotéis e pousadas pratiquem preços mais competitivos — inclusive com valores mais baixos do que os oferecidos nesses aplicativos.
“O objetivo é corrigir distorções e garantir justiça na relação entre plataformas e empreendimentos, dando mais liberdade para que o setor hoteleiro possa fazer promoções, oferecer preços melhores ao consumidor e mais baixos que as plataformas. Isso vai gerar mais empregos e crescimento ao setor”, destacou a parlamentar.
O texto também veda práticas consideradas abusivas, como exigência de exclusividade e penalizações indevidas, além de estabelecer a nulidade de cláusulas restritivas e prever sanções em caso de descumprimento.
O projeto segue agora para análise na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) e, posteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Caso aprovado nas próximas etapas, poderá seguir diretamente para o Senado.
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