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Um potiguar de 33 anos que vive em Portugal há cerca de dez anos teria morrido durante uma viagem à Turquia. A família de Lucas Nascimento de Medeiros, natural de Natal, recebeu informações contraditórias sobre o caso: uma versão aponta que ele teria sido encontrado morto em um quarto de hotel, enquanto outra indica que a morte teria ocorrido em um centro de detenção.
Antes de receber as notícias, os familiares souberam que Lucas poderia ser deportado para Portugal ou para o Brasil. Ele estava na cidade de Izmir, também conhecida como Esmirna, em uma viagem que, segundo o irmão, Mateus Medeiros, tinha objetivos turísticos e incluía atividades relacionadas a cavalos e ao treinamento de aves.
Até agora, segundo Mateus, a família não recebeu documentação oficial que confirme a morte ou esclareça as circunstâncias do caso.
Uma das informações sobre a suposta morte chegou por meio de Neusa Soares, ex-companheira de Lucas, que vive em Portugal. Ao tentar localizar o brasileiro e buscar esclarecimentos junto a autoridades turcas e à representação diplomática, ela teria sido informada de que ele teria sido encontrado morto em um quarto de hotel.
Enquanto isso, a mãe de Lucas, que estava em São Paulo, foi ao Aeroporto Internacional de Guarulhos para recebê-lo. Segundo a família, ela havia sido informada de que o filho chegaria ao Brasil em um voo previsto para 11 de outubro. No aeroporto, porém, teria ouvido que o nome dele constava em uma lista, mas que ele não havia embarcado.
“Minha mãe foi ao aeroporto para receber meu irmão. Chegou lá e falaram que o nome dele estava na lista, mas ele não embarcou. Enquanto ela aguardava, a gente recebeu a notícia da morte dele”, relatou Mateus.
Posteriormente, segundo o irmão, outro familiar procurou órgãos em São Paulo e recebeu uma versão diferente: Lucas teria morrido em um centro de detenção em Izmir. A família afirma que ainda não conseguiu esclarecer qual das informações corresponde ao que aconteceu.
Em 12 de outubro, Neusa enviou uma mensagem em inglês e turco solicitando informações sobre a localização de Lucas. No e-mail, ela relatou que os familiares haviam sido informados de que ele seria deportado para o Brasil em um voo no dia 11, mas que não havia confirmação de que tivesse embarcado.
A mensagem pede que seja esclarecido se Lucas chegou ao Brasil ou se continuava na Turquia. Neusa também solicita que o caso seja encaminhado ao órgão competente, caso os destinatários não fossem responsáveis pelo atendimento.
“A gente não tem uma foto, um laudo. Não mandaram nada para a família. Só temos uma informação por e-mail e o que nos disseram”, afirmou Mateus.
A irmã de Lucas já está a caminho da Turquia, acompanhada do marido, segundo informações confirmadas pela família. A viagem tem como objetivo buscar informações diretamente no país, verificar os relatos sobre a morte e entender quais procedimentos seriam necessários para a identificação do corpo e uma eventual repatriação.
Os familiares também dizem não saber por que Lucas teria sido detido nem o que teria ocorrido depois.
Lucas vivia em Portugal havia aproximadamente dez anos. Segundo informações repassadas pela família, ele era formado em geologia e mineração e mantinha negócios no país europeu nos setores de cafeteria, bar e venda de souvenirs.
A família continua tentando esclarecer os últimos acontecimentos envolvendo o potiguar. Até o momento da publicação desta reportagem, não havia recebido confirmação oficial da morte nem informações conclusivas sobre as circunstâncias do caso. A expectativa é que a ida da irmã à Turquia ajude a esclarecer o que aconteceu.
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