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Essas 17 expressões comuns são racistas, segundo a AGU; confira a lista

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Foram definidas 17 expressões racistas para serem alteradas; a atitude busca combater o preconceito linguístico, uma das bases do racismo estrutural.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 24/11/2025, às 08h51   Bruna Souza



A Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU), publicou a Portaria Normativa PGF/AGU N° 88, de 20 de Novembro de 2025, que estabelece diretrizes para o combate ao racismo estrutural manifestado na linguagem. 

O ato normativo visa promover uma comunicação institucional mais consciente e respeitosa, exigindo a eliminação de termos e metáforas que carregam os preconceitos históricos. A portaria é um marco para formalizar o que constitui racismo linguístico, dando força de lei para a conscientização.

Nova definição Oficial

Segundo a Portaria, é definido oficialmente como linguagem racista aquela que perpetua estereótipos ou associações negativas relacionadas à raça, cor, origem ou etnia das pessoas, como informa o Metrópoles.

O documento enfatiza o risco de se usar expressões ofensivas e depreciativas que estão associadas à desumanização e inferiorização, reforçando hierarquias raciais e promovendo violência. 

O foco da AGU está nas agressões linguísticas, estereótipos raciais, metáforas, analogias ou figuras de linguagem racialmente inadequadas e em conteúdos discriminatórios indiretos.

Para orientar a mudança de vocabulário, a Portaria listou 17 expressões que são frequentemente presentes no cotidiano de muitas pessoas, mas que envolvem uma atitude de violência dentro delas. 

Confira as 17 expressões que devem ser substituídas

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  • “ovelha negra”;
  • “denegrir”;
  • “a coisa está preta”;
  • “dia de branco”;
  • “escravo”, expressão a ser substituída por “pessoa escravizada”;
  • “mulato” e “mulata”;
  • “índio”, deve ser substituída por “indígena” ou, quando for o caso, pelo nome da etnia ou nação indígena que está sendo tratado o assunto;
  • “não sou tuas negas”;
  • “cor de pele”, para se referir a tons de bege; quando existem diversos cores de pele
  • “boçal e seu derivado: boçalidade”;
  • “baianada”;
  • “samba do crioulo doido”.
  • “magia negra”;
  • “meia-tigela”, sentido metafórico, que define algo sem valor ou medíocre.
  • “lista negra”, deve substituída por “lista proibida”, “lista restrita”, “lista suja”,
  • “mercado negro”, expressão que deve ser substituída por “mercado ilícito”, “mercado sujo” que definem melhor o significado sem depreciação e associação à cor;
  • “humor negro”, expressão a ser substituída por “humor ácido”, “humor macabro” ou outra que defina melhor sem associação à cor;

Classificação Indicativa: Livre

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