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Ele entrou fingindo um assalto e matou a vítima dentro de uma barbearia no RN; entenda

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O condenado entrou em uma barbearia usando boné e máscara, simulando um assalto. No local, ordenou que as pessoas se deitassem no chão e matou a vítima  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/VGN Notícias
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 11/09/2026, às 13h54



O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de Elino da Silva Lima Paiva a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de Josean Oliveira da Rocha, ocorrido em 9 de janeiro do ano passado, em Alto do Rodrigues, cidade que fica no interior do estado. O julgamento reconheceu que o crime foi cometido mediante pagamento e com circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima.

De acordo com as investigações, o condenado entrou em uma barbearia usando boné e máscara, simulando um assalto. No local, ordenou que as pessoas se deitassem no chão e, em seguida, efetuou um disparo contra a cabeça de Josean. Apesar de ter recebido atendimento médico e sido levado ao hospital, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

O crime não teve como objetivo o roubo de bens. Após atirar contra Josean, o autor fugiu do local em uma moto. A Polícia Civil conseguiu identificar o suspeito e efetuou a prisão mediante autorização judicial.

Réu admitiu crime e apontou pagamento

Durante o depoimento, Elino da Silva Lima Paiva admitiu ter cometido o homicídio e afirmou que recebeu dinheiro para matar a vítima. As investigações apontaram que a motivação estaria relacionada a uma recompensa oferecida pelo pai de uma mulher.

A suspeita era de que Josean teria compartilhado um vídeo íntimo envolvendo a mulher. Essa alegação, no entanto, não foi confirmada pelas investigações, conforme as informações apresentadas no processo.

Testemunhas reconheceram o acusado por meio de fotografias e vídeos. A arma utilizada no crime foi identificada como um revólver calibre .38. O MPRN apresentou a acusação na Comarca de Pendências, mas o processo foi posteriormente transferido para Mossoró, onde ocorreu o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Júri reconheceu três qualificadoras

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe e mediante pagamento, além de ter sido cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados também confirmaram o emprego de arma de fogo.

Com o resultado, a Justiça aplicou as qualificadoras previstas na legislação e fixou a pena em 22 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

A decisão também determinou a execução imediata da prisão do condenado. A investigação sobre a possível participação de outras pessoas e a identificação do eventual mandante do homicídio continua em andamento, em inquérito policial separado.

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