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Dragão-azul: saiba detalhes sobre espécie venenosa que surgiu no litoral da Espanha

(Crédito: Divulgação/Polícia Local Guardamar)
A criatura rara surgiu em Guardamar del Segura, província de Alicante, e rapidamente se espalhou por locais como Maiorca, Lanzarote e Valencia  |   BNews RN - Divulgação (Crédito: Divulgação/Polícia Local Guardamar)

Publicado em 09/10/2025, às 09h55   Marina Gonçalves



Recentemente, Guardamar del Segura, município da Espanha na província de Alicante, registrou o surgimento de uma criatura desconhecida chamada ‘lesma-dragão-azul’ (Glaucus atlanticus).

Rapidamente, espécie rara se espalhou por locais como Maiorca, Lanzarote e Valencia, também localizados no litoral espanhol, fazendo com que as autoridades tivessem que se manifestar.

De acordo com o portal Aventuras na História, o poder publicou local aumentou o nível de alerta, levantando bandeiras vermelhas e interrompendo temporariamente a prática de banhos no mar.

Entre os dias 20 e 23 de agosto, uma operação especial foi realizada, segundo a administração municipal de Guardamar del Segura. No entanto, não houve registros de incidentes envolvendo os cidadãos.

Mas, afinal, o que é Dragão-azul?

De acordo com o Bureau of Ocean Energy Management (BOEM), dos Estados Unidos, o peixe lesma-dragão-azul, também conhecido como glauco-azul, “possui três pares de apêndices pontiagudos que se abrem como asas, encurtando à medida que descem pelo corpo, dando ao nudibrânquio a aparência de estar em voo”.

Ainda de acordo com a agência, essa espécie de porte pequeno (cerca de 3-4 cm), “flutua de costas, com sua barriga azul brilhante exposta ao céu, camuflando-se das aves marinhas predadoras, enquanto seu lado cinza-prateado voltado para baixo se mistura perfeitamente com a superfície brilhante do mar”.

(Reprodução/Pexels)
(Reprodução/Pexels)

Os riscos

O dragão-azul se alimenta de criaturas venenosas, como, por exemplo, a caravela-portuguesa. Ele não é afetado pelo veneno da espécie, mas sim as armazena em sua cerata em uma dosagem mais concentrada. 

“É isso o que os torna tão perigosos, pois eles podem liberar todas as células urticantes de uma vez. Isso pode ser três vezes mais intenso do que a caravela-portuguesa”, disse Jace Tunnell, biólogo marinho da Universidade A&M do Texas, ao BBC.

E acrescentou: “Eu pisei em um deles em uma praia na Austrália quando era criança e meu pai tem até hoje as cicatrizes nas mãos por tentar me ajudar”.

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