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Um turista argentino foi agredido por ambulantes na Praia Central de Balneário Camboriú, reacendendo o debate sobre a violência em áreas turísticas do Brasil, apenas dias após um incidente semelhante em Porto de Galinhas.
O conflito começou após uma cobrança de R$ 150 em um quiosque, que foi negada pelo proprietário, levando a um confronto que culminou em agressões físicas e gerou indignação nas redes sociais.
A Prefeitura de Balneário Camboriú notificou o quiosque envolvido e abriu um processo administrativo para apurar responsabilidades, enquanto a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre a investigação do caso.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um turista argentino sendo agredido por ambulantes na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, em um episódio que reacende o debate sobre violência em áreas turísticas do país. O caso ocorreu menos de uma semana após agressões semelhantes contra turistas em Porto de Galinhas, no Grande Recife.
As imagens, registradas na última terça-feira (30), mostram ao menos três homens, identificados por camisetas laranja, atacando o visitante com golpes de vassoura e tapas.
Em outro momento, um quarto indivíduo entra em cena e atinge a vítima com uma voadora, intensificando a violência. A cena gerou ampla repercussão online e indignação entre moradores e visitantes.
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Confusão teria começado por cobrança em quiosque
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Mirador, o turista argentino teria relatado ter sido lesado após uma cobrança de R$ 150 em um quiosque da orla. A pessoa responsável pelo estabelecimento, no entanto, negou a acusação.
Após o desentendimento inicial, um grupo de pessoas — incluindo a proprietária do quiosque — teria confrontado o turista, fazendo a confusão escalar para agressões físicas.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Balneário Camboriú notificou o quiosque envolvido e anunciou a abertura de um processo administrativo para apurar responsabilidades.
O responsável pelo estabelecimento terá prazo de até 48 horas para apresentar defesa. Ao final da apuração, a permissão de uso do espaço público poderá ser revogada, além da aplicação de outras sanções previstas em lei.
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A Procuradoria-Geral do Município afirmou que a notificação busca assegurar o devido processo legal, mas reforçou que a administração não tolera atos de violência ou condutas incompatíveis com o uso de áreas públicas, especialmente em locais de grande circulação turística.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a atuação dos órgãos de segurança pública no caso específico de Balneário Camboriú. A Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre a abertura de investigação criminal.
Casos recentes acendem alerta no litoral brasileiro
O episódio ocorre dias após um caso semelhante em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), onde um casal de turistas de Mato Grosso denunciou ter sido espancado após se recusar a pagar um valor considerado abusivo pelo uso de cadeiras de praia.
Segundo o relato, a taxa teria aumentado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio. O caso é investigado pela Delegacia de Porto de Galinhas.
Os episódios sucessivos levantam alertas sobre a fiscalização de serviços em praias brasileiras e a necessidade de garantir segurança e transparência nas relações entre comerciantes, ambulantes e turistas, especialmente durante a alta temporada.
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