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Decisão da Assembleia Nacional da Venezuela surpreende e reacende debate sobre pacificação

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A Assembleia Nacional da Venezuela inicia a libertação de prisioneiros como parte de uma iniciativa governamental pela paz e convivência  |   BNews RN - Divulgação Wikimedia (GAlessandraV)
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 08/01/2026, às 19h50



A Assembleia Nacional da Venezuela anunciou a libertação de prisioneiros, um gesto do governo em busca de paz e convivência pacífica, segundo o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. A medida ocorre em um contexto de crescente atenção internacional à situação política do país, especialmente após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos EUA.

Estima-se que cerca de 800 pessoas estavam detidas por razões políticas na Venezuela, incluindo ativistas e opositores. A libertação é vista como um passo unilateral do governo, sem acordos com setores extremistas, visando a estabilidade política.

Autoridades expressaram gratidão a mediadores internacionais, como José Luis Rodríguez Zapatero e Luiz Inácio Lula da Silva, pelo apoio na crise política. Grupos de direitos humanos permanecem cautelosos, monitorando a transparência do processo e a situação dos detidos.

Resumo gerado por IA

A Assembleia Nacional da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de um número significativo de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros, em uma medida descrita pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, como um gesto de busca pela paz e de convivência pacífica no país.

Rodríguez, que preside a Assembleia e é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez, afirmou em Caracas que os processos de soltura estão ocorrendo “neste exato momento” e fazem parte de uma iniciativa do governo bolivariano junto às instituições do Estado. Ele evitou informar o número exato de libertados ou os nomes das pessoas beneficiadas.

Segundo estimativas de organizações de direitos humanos, como o Foro Penal, a Venezuela tinha cerca de 800 presos por razões políticas antes do anúncio, incluindo ativistas, opositores e estrangeiros detidos após protestos e disputas políticas no país.

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Contexto político e declarações oficiais

O anúncio da libertação de detentos ocorre em meio a um período de forte atenção internacional à situação política venezuelana. Na última semana, o ex-presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos sob acusações federais nos EUA, o que desencadeou mudanças no cenário político local.

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina e vem buscando consolidar a administração com apoio das Forças Armadas e de representantes do parlamento.

Jorge Rodríguez ressaltou que a medida foi tomada de forma unilateral pelo governo venezuelano e não se trata de um acordo com setores extremos, mas sim de um passo rumo à estabilidade política e à coexistência pacífica entre diferentes grupos sociais e políticos.

Autoridades também agradeceram o apoio de mediadores internacionais, incluindo o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do Catar, pela atuação diante da crise política.

A medida foi recebida com cautela por parte de grupos de direitos humanos, que continuam atentos à transparência do processo e à situação mais ampla dos detidos no país.

Organizações como o Foro Penal acompanham de perto cada libertação, enquanto familiares e observadores aguardam mais detalhes sobre os beneficiados e as condições de soltura.

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