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Com mais de 1.300 cavernas e grutas, RN aposta na expansão do espeleoturismo

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Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição entre os estados que mais possuem cavernas no Brasil. São 1.373 cavidades naturais devidamente catalogadas  |   BNews RN - Divulgação Wikimedia Commons
Anderson Barbosa

por Anderson Barbosa

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Publicado em 28/06/2026, às 06h00



Já ouviu falar em espeleoturismo? Pois se você curte o turismo ecológico e de aventura, focado na exploração de cavernas, grutas, lapas ou qualquer outro tipo de cavidade natural, o Rio Grande do Norte é o destino certo.

A atividade está em forte expansão no estado, principalmente na região Oeste, onde é possível percorrer a Rota das Cavernas. Trata-se de um roteiro oficial de turismo sustentável lançado há menos de um ano, e que abrange cinco municípios: Baraúna, Mossoró, Felipe Guerra, Apodi e Martins.

Nestes locais, os visitantes podem contemplar formações geológicas como estalactites e estalagmites, além de realizar rapel e flutuação, sendo uma forma de valorizar o patrimônio subterrâneo e a geodiversidade.

Segundo o Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro, o RN ocupa a quarta posição entre os estados que mais possuem cavernas no Brasil. São 1.373 cavernas, todas devidamente catalogadas.

Felipe Guerra

Destas, mais de 450 estão localizadas em Felipe Guerra, a capital potiguar das cavernas. Entre as principais formações, estão a famosa Caverna da Catedral e a Caverna da Carrapateira.

Caverna da Catedral - Felipe Guerra (RN) / Foto: Daniel Menin
Caverna da Catedral, em Felipe Guerra / Foto: Daniel Menin

Baraúna e Mossoró

Outra região bastante com bastante destaque na Rota das Cavernas é o Parque Nacional da Furna Feia, que fica entre Baraúna e Mossoró. Trata-se da primeira unidade de conservação federal do estado, abrigando mais de 200 cavernas catalogadas. Lá, a Furna Nova e o Abrigo do Letreiro são os mais os mais visitados.

Entrada principal do Parque Nacional da Furna Feia - Baraúna (RN) / Wikimedia Commons
Entrada principal do Parque Nacional da Furna Feia, em Baraúna / Foto: Wikimedia Commons

Apodi

O município de Apodi abriga o grandioso Lajedo de Soledade, sítio arqueológico com pinturas rupestres e fendas esculpidas pelo recuo do mar em calcário.

Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade em Apodi, Rio Grande do Norte / Wikimedia Commons
Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade, em Apodi / Foto: Wikimedia Commons

Martins

Em Martins, cidade conhecida pelo clima serrano, tem a imponente Casa de Pedra.

Casa de Pedra, em Martins / Foto: Diego Bento
Casa de Pedra, em Martins / Foto: Diego Bento

Rota das Cavernas já ultrapassa 25 mil visitantes

A Rota das Cavernas, um dos principais projetos de turismo de natureza do Rio Grande do Norte, segue em expansão e já registra um impacto significativo na interiorização do turismo potiguar.

Somente em fevereiro deste ano, a Furna Nova recebeu cerca de 2.200 visitantes, segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Ao longo dos últimos 10 meses, a estimativa é de que mais de 25 mil pessoas tenham percorrido os atrativos da rota.

Apesar da crescente movimentação turística, ainda não é possível mensurar com exatidão o retorno econômico gerado pela rota. Segundo a Secretaria Estadual de Turismo (SETUR), os impactos são, até o momento, avaliados de forma qualitativa.

Entre os principais resultados estão o fortalecimento do turismo sustentável, a geração de emprego e renda, além da valorização das comunidades locais. A cadeia produtiva envolve desde guias turísticos até serviços de Turismo de Base Comunitária (TBC), incluindo agricultores, empreendedores e comerciantes dos cinco municípios integrados ao roteiro.

Das mais de 1.300 cavernas catalogadas no estado, pelo menos 400 delas possuem alto potencial turístico. No entanto, a inclusão de novos percursos depende de estudos espeleológicos e da autorização do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), responsável por garantir a segurança e a preservação ambiental dessas áreas.

Rota das Cavernas revela novas riquezas do interior do Rio Grande do Norte / Foto: SETUR
Rota das Cavernas revela novas riquezas do interior do Rio Grande do Norte / Foto: SETUR

Um marco na política de interiorização da atividade

Ainda de acordo  com a SETUR, a Rota das Cavernas já reúne pelo menos 185 equipamentos turísticos, entre serviços, guias e estabelecimentos regularizados no Cadastur. A recomendação é que visitantes priorizem profissionais e empresas cadastradas, assegurando uma experiência mais segura e responsável.

Para o turismo potiguar, a Rota das Cavernas representa um marco na política de interiorização da atividade. O projeto amplia e diversifica a oferta turística do estado, integrando segmentos como turismo de aventura, observação de aves, contemplação astronômica e experiências comunitárias. Mais do que atrair visitantes, a iniciativa fortalece a economia local e revela novas riquezas do interior do Rio Grande do Norte, com foco na sustentabilidade e na valorização cultural.

Como conhecer

Para garantir a conservação ambiental e a segurança, a visitação exige acompanhamento de guias locais e manejo estruturado. Você pode encontrar informações atualizadas sobre agendamentos e operadoras de turismo credenciadas consultando os portais oficiais do Governo do Rio Grande do Norte ou do ICMBio.

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