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Coca-cola divide opiniões com seu comercial de Natal; entenda a polêmica

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A Coca-cola usou pela segunda vez consecutiva a inteligência artificial em sua campanha natalina, gerando polêmica entre o público.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 05/11/2025, às 18h11   Bruna Souza



Pela segunda vez consecutiva, a Coca-Cola usou inteligência artificial para produzir seu comercial de Natal. Após as críticas de 2024, a marca trocou os modelos humanos por animais digitais, numa tentativa de aprimorar a estética e evitar polêmicas.

A nova estratégia 

A Coca-Cola decidiu manter a IA como ferramenta central para sua campanha "Holidays Are Coming" de 2025. No entanto, houve uma mudança estratégica.

A nova versão apresenta animais como ursos polares, pinguins, pandas e focas; em vez de gerar rostos e expressões humanas, o que gerou críticas negativas em 2024 devido à estética “estranha e desconfortável", como descreveu o público.

Controvérsia setor criativo

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Apesar das mudanças, o novo comercial não escapou da controvérsia. O resultado, segundo comentários nas redes sociais, ainda é percebido como artificial e desajeitado.

Críticos e profissionais criativos voltaram a condenar a gigante de bebidas, argumentando que uma marca com o seu peso deveria priorizar o emprego de artistas humanos em vez de substituir por tecnologia, especialmente em uma campanha de forte apelo cultural.

Agilidade e performance 

Apesar das críticas éticas e estéticas, a Coca-Cola defende a escolha da IA com base na agilidade e no alcance; citando o desempenho de 2024, que, apesar da repercussão negativa, gerou milhões de visualizações, provando que a controvérsia também atrai atenção; afirma o Canaltech

Segundo executivos, o processo de produção, que anteriormente demoraria cerca de um ano, foi concluído em aproximadamente um mês e ainda envolveu dezenas de profissionais humanos no conceito e no acabamento.

Futuro artificial?

A insistência da Coca-Cola na IA, mesmo sob críticas, indica um futuro no mercado publicitário, em que a economia e velocidade passam a ser priorizadas, mesmo que às custas do realismo, qualidade e apoio artísitico.

Essa escolha posiciona a Coca-Cola na vanguarda do uso de IA, mas a coloca diretamente no centro da discussão sobre o equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade social no campo criativo.

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