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Clima de revolta: governo do RN não apresenta solução e greve da saúde continua

Durante a realização da assembleia, os servidores relataram que o movimento exige direitos básicos e maior valorização - Reprodução/Sindsaúde-RN
Os servidores alegaram que esperavam propostas concretas por parte do Governo do Rio Grande do Norte, mas receberam apenas negativas  |   BNews RN - Divulgação Durante a realização da assembleia, os servidores relataram que o movimento exige direitos básicos e maior valorização - Reprodução/Sindsaúde-RN
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 05/11/2025, às 17h15



Mesmo após a participação em uma reunião com o secretário de Administração, Pedro Lopes, na última terça-feira (4), os servidores administrativos da saúde do RN decidiram manter a greve que já dura 17 dias. A decisão de manter a paralisação foi tomada após uma assembleia que aconteceu na manhã desta quarta-feira (05). Durante a ocasião, a categoria avaliou o encontro com a gestão estadual. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SindSaúde), os servidores alegaram que esperavam propostas concretas por parte da gestão estadual, mas receberam apenas negativas. A falta de avanços em relação às reivindicações levou o clima da assembleia a ser marcado por frustração e indignação, reforçando a sensação de descaso do governo do estado.

Sem chegar a um consenso e com insatisfação ampliada, a categoria aprovou um novo conjunto de ações que serão executadas para pressionar a atual administração estadual. Além disso, os servidores pretendem reforçar que a paralisação segue por tempo indeterminado.

Categoria acusa falta de reconhecimento

Durante a realização da assembleia, os servidores relataram que o movimento exige direitos básicos e maior valorização, já que o setor administrativo é considerado fundamental para o funcionamento da rede pública de saúde no RN. Para os trabalhadores, o governo da governadora Fátima Bezerra (PT) demonstra falta de disposição para negociar.

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A categoria também afirma que as pautas apresentadas seguem ignoradas e que não houve nenhum avanço concreto desde o início da greve, que começou no dia 20 de outubro. “Eles não estão levando a nossa luta a sério, mas não vamos recuar. A greve é justa e é por direitos”, desabafou uma servidora durante a reunião.

Atos e novas assembleias já marcados

Entre as ações aprovadas durante a assembleia está um ato público em frente à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), marcado para acontecer nesta quinta-feira (06).

Já na sexta-feira (07), a categoria participará de uma palestra sobre assédio moral, tema que, segundo os grevistas, tem relação direta com o ambiente de trabalho no estado.

Uma nova assembleia está marcada para acontecer na próxima segunda-feira (10), onde os servidores irão reavaliar as ações e definir os passos seguintes do movimento grevista.

O começo da greve

No dia 9 do mês passado, os trabalhadores já haviam realizado um protesto em frente à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). No ato em questão, já estavam sendo feitas as cobranças referentes às reivindicações da categoria.

Já no dia 15 de outubro deste ano, os servidores aprovaram de maneira unânime a grave durante a realização de uma assembleia. A paralisação começou no dia 20 do mesmo mês.

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