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Publicado em 06/11/2025, às 06h31 Bruna Souza
Recentemente foi desenvolvido um substituto altamente nutritivo para a carne, utilizando simplesmente a farinha de girassol. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas, em parceria com o Instituto Fraunhofer IVV, da Alemanha
Este ingrediente revolucionário é, na verdade, um subproduto obtido após a extração do óleo das sementes, transformando um rejeito industrial em um alimento de alto valor.
A escolha pelo girassol foi visada, principalmente, pelo seu alto cultivo em diversos países, como no Brasil e pela Europa, além do fato de ser uma matéria-prima não geneticamente modificada, incentivando a demanda global por alimentos sustentáveis, como explica o portal Diário do Comércio.
Para tornar a farinha de girassol apta ao consumo humano, os cientistas removeram as cascas e os compostos fenólicos, uma substância química natural com a função de proteção da planta, que davam à farinha uma coloração escura e dificultavam sua digestão.
A equipe testou fórmulas, sendo a versão com proteína texturizada de girassol a que apresentou os melhores resultados. Ao ser moldado como mini-hambúrguer e assado com especiarias e óleos saudáveis, o produto demonstrou excelente consistência e um teor nutricional impressionante.
Os resultados da análise química destacam o alto valor nutricional desse substituto da carne. A versão texturizada não apenas ofereceu um teor considerável de proteínas e gorduras saudáveis, como ácidos graxos monoinsaturados, mas também uma concentração significativa de minerais essenciais.
O produto fornece, por exemplo, 95% da ingestão diária recomendada de magnésio e 89% de manganês, além de ferro e zinco. Com sabor e aroma neutros, após o processamento, a farinha de girassol está posicionada para se tornar uma alternativa de destaque no crescente mercado de proteínas vegetais.
O mercado alimentício para comidas vegetarianas e veganas é um dos mais promissores do Brasil, crescendo a cada dia, não apenas para aqueles que aderem a dieta como para o público geral também.
Somente no público totalmente aderente ao veganismo ou vegetarianismo, são 30 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e conduzida pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).
Além disso, foi confirmado em estudo da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) em 2021, que 46% dos brasileiros já deixam de comer carne, por vontade própria, pelo menos uma vez na semana.
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