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Em celebração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, lembrado nesta quarta-feira (17), uma ação de arborização realizada em praças de Guamaré, interior do RN, promoveu o plantio de mudas de craibeira, espécie nativa e símbolo da Caatinga. A iniciativa busca fortalecer a conservação ambiental, ampliar áreas verdes urbanas e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
A atividade foi promovida pelo Projeto Vale Sustentável em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guamaré. O projeto é executado pela Associação Norte-Rio-Grandense de Engenheiros Agrônomos (ANEA) e conta com apoio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Além de tornar os espaços públicos mais arborizados, a ação visa aumentar áreas sombreadas, valorizar espécies nativas e estimular práticas voltadas à sustentabilidade e à preservação dos recursos naturais. A arborização integra um conjunto de iniciativas desenvolvidas pelo Projeto Vale Sustentável para recuperar áreas degradadas no semiárido potiguar. Atualmente, o programa atua na restauração de 200 hectares nos municípios de Assú e Guamaré por meio do plantio de mudas nativas.
O trabalho busca fortalecer a cobertura vegetal, proteger o solo contra processos de degradação, conservar a biodiversidade e contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas locais. As ações também auxiliam na ampliação da resiliência ambiental diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas e pelos processos de desertificação que afetam regiões do semiárido brasileiro.
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Paralelamente às atividades de recuperação ambiental, o projeto investe em ações educativas voltadas para escolas e comunidades. Palestras e atividades de conscientização têm sido realizadas para estimular a reflexão sobre a preservação dos recursos naturais.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Mohana Arnaud, destacou a relevância da arborização para o futuro da cidade. Segundo ela, o plantio de espécies nativas contribui para o conforto térmico da população e para a preservação do patrimônio ambiental.
“A arborização urbana vai além do embelezamento dos espaços públicos. Plantar espécies nativas é investir na qualidade ambiental, no conforto térmico da população e na preservação do nosso patrimônio natural para as futuras gerações”, afirmou.
A técnica em meio ambiente Evanira Araújo ressaltou que o enfrentamento da desertificação depende da combinação entre recuperação ambiental e conscientização da sociedade.
“Combater a desertificação exige ações práticas e educação ambiental. Quando recuperamos áreas degradadas e levamos conhecimento às comunidades e escolas, fortalecemos o cuidado com o meio ambiente e incentivamos práticas sustentáveis no território”, declarou.
Em um cenário marcado pelo avanço das mudanças climáticas e pela pressão sobre os recursos naturais, iniciativas de arborização e recuperação de áreas degradadas ganham importância estratégica para a proteção da Caatinga, a conservação da biodiversidade e a promoção do desenvolvimento sustentável nas comunidades do semiárido.
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