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Campanha Março Azul-Marinho mobiliza prevenção ao câncer colorretal no RN

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A campanha Março Azul-Marinho visa aumentar a conscientização sobre o câncer colorretal, segundo tipo mais comum no Brasil  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 02/03/2026, às 13h24



O mês de março ganha cor e propósito com a campanha Março Azul-Marinho, voltada à conscientização sobre o câncer colorretal, atualmente o segundo tipo mais incidente no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Como parte da programação, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal será celebrado em 27 de março, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção.

No Rio Grande do Norte, a campanha terá um mutirão de exames preventivos no dia 7 de março, com atendimentos em clínicas especializadas nas cidades de Natal e Caicó.

A mobilização é liderada pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), em parceria com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, além de outras entidades médicas.

Mutirão amplia acesso a exames e informação

Durante a mobilização, pacientes poderão realizar exames preventivos e receber orientações sobre a importância da colonoscopia, considerada o principal método de rastreamento da doença.

A ação busca ampliar o acesso ao diagnóstico e chamar atenção para um câncer que, em fases iniciais, pode não apresentar sintomas evidentes.

A iniciativa também pretende estimular a população a procurar avaliação médica antes do surgimento de sinais mais graves.

Mais de 45 mil novos casos por ano no país

De acordo com estimativas do o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registraria mais de 45 mil novos casos anuais no triênio 2023 a 2025. A tendência é que a doença permaneça entre as principais causas de morbidade e mortalidade por câncer nos próximos anos.

Nas últimas décadas, houve aumento da incidência, inclusive entre pessoas mais jovens, o que acende alerta para a necessidade de rastreamento ampliado.

O câncer colorretal afeta o cólon e o reto e pode evoluir de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce quando não há acompanhamento regular.

Sintomas exigem atenção imediata

Entre os principais sinais de alerta estão alteração persistente do hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor abdominal frequente, perda de peso sem causa aparente, anemia e sensação de evacuação incompleta.

Especialistas alertam que, mesmo na ausência de sintomas, o rastreamento é fundamental, especialmente a partir dos 45 ou 50 anos, ou antes, em casos de histórico familiar.

Fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e dieta rica em carnes processadas aumentam o risco da doença.

Prevenção pode reduzir significativamente os casos

A adoção de hábitos saudáveis é apontada como estratégia essencial na redução do risco. Alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física e controle do peso corporal são medidas recomendadas.

Também são considerados fatores de risco a idade acima de 50 anos, histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais e síndromes genéticas específicas.

Para a médica Verônica Vale, presidente da regional potiguar da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a detecção precoce é determinante para aumentar as chances de cura. Segundo ela, a campanha é um chamado para que a população busque informação qualificada e converse com seus médicos sobre a necessidade de exames preventivos.

A mobilização reforça o compromisso das instituições envolvidas em ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir o impacto do câncer colorretal na população brasileira.

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