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Bancários encerram greve no Banco do Brasil, mas mantêm paralisação na Caixa Econômica no RN

Foto: Reprodução/Bancários RN
Após aprovar proposta do Acordo Coletivo, Banco do Brasil volta a operar normalmente no Rio Grande do Norte.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução/Bancários RN
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 12/09/2026, às 11h08



Os funcionários do Banco do Brasil decidiram suspender o movimento paredista e retornar às atividades normais no Rio Grande do Norte, após aprovarem a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela direção da instituição financeira. Em contrapartida, os servidores da Caixa Econômica Federal recusaram integralmente a minuta patronal em assembleia geral e optaram por manter a greve por tempo indeterminado em todo o estado.

As deliberações ocorreram na noite desta sexta-feira (11), sob a coordenação do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN). No Banco do Brasil, a aceitação do ACT seguiu uma tendência já consolidada nas principais bases sindicais do país, embora a entidade representativa tenha manifestado duras críticas aos métodos adotados pela cúpula do banco estatal durante o processo de negociação salarial.

Segundo informou o sindicato potiguar, a adesão foi influenciada pelo condicionamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), marcada para ser creditada no dia 16 de setembro. Os trabalhadores foram comunicados previamente de que, caso houvesse a rejeição do documento coletivo, o pagamento ficaria retido, com quitação postergada apenas para fevereiro de 2027.

Rejeição unânime e impasse no plano de saúde da Caixa

Na Caixa Econômica Federal, a votação dos servidores no estado foi unânime pela rejeição dos termos patronais, concentrando os protestos em prejuízos assistenciais:

  • Aumento no teto de coparticipação: a proposta patronal prevê elevar o limite máximo anual desembolsado pelo trabalhador no convênio Saúde Caixa de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil;

  • Tarifa extra em pronto-socorro: foi incluída a incidência de uma cobrança suplementar de R$ 150 a cada consulta médica de urgência ou emergência, incidindo de maneira externa ao teto anual de gastos do usuário;

  • Custo por faixa etária e dependentes: a minuta preserva reajustes escalonados por idade e impõe maior peso financeiro para a manutenção de dependentes familiares no convênio de saúde.

Funcionamento das agências e impacto à população

O cenário dividido nas instituições públicas federais altera a dinâmica de atendimento aos clientes no Rio Grande do Norte a partir da próxima semana:

  • Banco do Brasil: as agências bancárias voltam a operar com expediente regular de atendimento presencial ao público e suporte gerencial completo;

  • Caixa Econômica Federal: seguem com portas fechadas e atendimento contingenciado em serviços essenciais nas salas de autoatendimento, afetando saques de benefícios sociais, suporte a programas habitacionais e movimentações no balcão presencial;

  • Alternativas: o sindicato e a direção dos bancos orientam os usuários a priorizarem canais digitais, aplicativos em smartphones, internet banking e correspondentes lotéricos enquanto durar o movimento grevista.

Classificação Indicativa: Livre

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