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Avanço promissor: brasileiros desenvolvem novo medicamento contra o Alzheimer

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Pesquisadores brasileiras inovavam no tratamento de Alzheimer, trazendo uma substância capaz de atingir diretamente na causa ao invés dos sintomas.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 10/11/2025, às 08h59   Bruna Souza



Um grupo de pesquisadores brasileiros, da Universidade Federal do ABC (UFABC), desenvolveu novas moléculas que podem ser a chave para um tratamento mais eficaz contra o Alzheimer, o artigo publicado no ACS Chemical Neuroscience, explica a pesquisa inovadora. 

O estudo foca em um novo caminho, em vez de apenas aliviar os sintomas, a pesquisa ataca uma das causas centrais da doença ligada ao desequilíbrio de metais no cérebro, como o cobre. A molécula mais promissora, chamada L10, demonstrou resultados animadores em testes animais.

A ligação do metal cobre com o Alzheimer

Uma das principais causas da doença de Alzheimer é o acúmulo da proteína beta-amiloide, como explica o Metrópoles. O estudo então aponta que, no cérebro doente, essa proteína interage de forma errada com o cobre, um metal essencial que se torna tóxico caso seja desregulado. 

Essa interação anormal gera estresse oxidativo e neuroinflamação, prejudicando os neurônios e a memória. O foco do estudo é justamente quebrar essa ligação.
Como funciona  a nova estratégia?

A nova estratégia consistem nos pesquisadores sintetizaram moléculas chamadas quelantes de cobre, que significa agarradoras deste metal. O objetivo dessa substância desenvolvida é sequestrar o excesso de cobre da área do cérebro onde ele está causando dano. 

A molécula L10 se mostrou altamente eficaz em testes de laboratório para extrair o metal tóxico completamente, tudo isso com beta-amiloide, base central do medicamento da pesquisa.

Resultados promissores 

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O principal achado do estudo veio dos testes em roedores com Alzheimer induzido. A aplicação do composto L10 conseguiu reduzir significativamente a neuroinflamação e o estresse oxidativo no hipocampo, a área do cérebro responsável pela memória. 

O resultado mais empolgante foi a melhora da memória espacial dos animais, medida por testes. Isso indica um futuro do tratamento, que pode ser não apenas mais acessível, como mais rápido também.

Além disso, a  L10 e as outras moléculas testadas foram projetadas para serem pequenas e lipofílicas, solúveis em gordura, características essenciais para que possam atravessar a barreira hematoencefálica, uma membrana protetora que impede a maioria dos medicamentos de chegar ao cérebro. 

O futuro do tratamento de Alzheimer 

A pesquisa brasileira reforça uma nova linha de ataque ao Alzheimer, baseada na regulação e equilíbrio dos metais no cérebro, mais barato e eficaz do que caríssimos anticorpos monoclonais recém-aprovados nos EUA. 

Embora o composto L10 ainda exija mais investigações e testes clínicos, ele representa um candidato promissor e de baixo custo de desenvolvimento em comparação com outros tratamentos. 

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