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Publicado em 03/01/2026, às 11h48 Mayane Lins
Um homem de 45 anos foi atacado por seu cachorro da raça pitbull em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, resultando em ferimentos graves que exigiram sua transferência para um hospital especializado em Mossoró.
O ataque causou uma lesão profunda no braço do tutor, que foi tratado e recebeu alta no mesmo dia, enquanto o cachorro ficará sob monitoramento veterinário para verificar possíveis doenças transmissíveis.
A situação reacende o debate sobre a agressividade da raça pitbull, com especialistas afirmando que a educação e socialização adequadas são essenciais para prevenir comportamentos agressivos, destacando que qualquer cão pode se tornar violento dependendo de seu manejo.
Um cachorro da raça pitbull atacou o próprio tutor na noite da última quinta-feira (1º), no município de Areia Branca, no Oeste do Rio Grande do Norte. A vítima, um homem de 45 anos, sofreu ferimentos profundos em decorrência da mordida.
Após o ataque, o homem foi socorrido e levado inicialmente a uma unidade hospitalar da cidade. Diante da gravidade do ferimento, ele precisou ser transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, referência no atendimento de urgência na região Oeste do estado.
De acordo com o boletim médico, a mordida provocou uma lesão profunda no braço direito do tutor. No hospital, o paciente foi atendido por um cirurgião geral, que realizou a sutura do ferimento. Em seguida, ele passou por avaliação com um ortopedista. Após os atendimentos clínicos, recebeu alta médica ainda no mesmo dia.
O cachorro seguirá sob monitoramento veterinário para verificar se apresenta alguma doença que possa ser transmitida ao tutor. Até o momento, não há informações sobre o que motivou o ataque.
Ataques e preconceito contra a raça
Casos de ataques de cães a humanos costumam reacender o debate em torno da raça pitbull. No entanto, especialistas reforçam que a agressividade não é um comportamento inerente ao animal.
Segundo veterinários e adestradores, pitbulls podem conviver normalmente com crianças e outros animais, desde que recebam educação, socialização e treinamento adequados. O que contribui para episódios de violência, apontam os profissionais, é a forma como muitos tutores criam e estimulam comportamentos agressivos, associando o animal a uma imagem de força e intimidação.
Especialistas explicam que qualquer cão pode se tornar agressivo, dependendo de fatores como ambiente, manejo, socialização e estímulos recebidos. O acompanhamento profissional, especialmente nos primeiros meses de vida do animal, é fundamental para evitar comportamentos predatórios e episódios de violência no futuro.
As fontes dessa matéria foi o G1RN, e a Folha de Pernanbuco.
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