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Lembra do Poço do Eco? Advogado quer barrar aterro de metralha e denuncia esvaziamento de lago na Grande Natal

Antes e depois do Poço do Eco - Reprodução/Internet
O local abriga o Poço do Eco, um lago artificial que foi formado na antiga Pedreira Canavial, no município de Macaíba, Grande Natal  |   BNews RN - Divulgação Antes e depois do Poço do Eco - Reprodução/Internet
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 27/04/2026, às 14h39 - Atualizado às 16h03



Lembra do Poço do Eco? O advogado e professor de Direito Público Dayvson Moura protocolou uma ação popular com pedido de urgência no Juizado da Fazenda Pública de Macaíba para suspender licenças ambientais que autorizaram a instalação de um aterro de resíduos da construção civil na área conhecida como Poço do Eco, um lago artificial formado em uma antiga pedreira. 

A ação é direcionada contra o Rio Grande do Norte, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema/RN), o município de Macaíba e a empresa Haroldo Azevedo Construções Ltda. O objetivo é anular autorizações ambientais e interromper intervenções na área.

Poço do Eco antes. Foto: @severinoaon
Poço do Eco antes. Foto: @severinoaon

Licenças permitiram obra em área ambiental

De acordo com a ação, o Idema concedeu Licença Prévia e Licença de Instalação para a implantação do aterro em uma área de 52 mil metros quadrados.

O local abriga o Poço do Eco, um corpo hídrico que foi formado na antiga Pedreira Canavial. 

Vídeo mostrando a atual situação do lugar. Reprodução: Portal Macaibei

Desde o licenciamento, já estava prevista a necessidade de esvaziamento do lago para viabilizar o empreendimento.

Esvaziamento sem comprovação técnica

A denúncia aponta que o lago foi esvaziado sem a comprovação do cumprimento de exigências ambientais.

Entre as obrigações não comprovadas estão análises da água, autorização para descarte no Rio Jundiaí e monitoramento contínuo.

Poço do Eco depois do esvaziamento. Foto: Reprodução/Internet
Poço do Eco depois do esvaziamento. Foto: Reprodução/Internet

Também não há informações públicas sobre o destino da água retirada.

Pedido de suspensão imediata

Na ação, o autor solicita que a Justiça suspenda imediatamente qualquer obra ou intervenção na área.

Também pede que os responsáveis apresentem toda a documentação técnica relacionada ao processo.

Ao final, requer a anulação das licenças e a responsabilização pelos danos ambientais.

Área tinha potencial ecológico e turístico

O processo destaca que o Poço do Eco possuía funções ambientais relevantes.

O local era considerado um ecossistema hídrico com potencial paisagístico e turístico.

Imagens anexadas indicam que a área poderia se tornar um parque ecológico na região metropolitana de Natal.

Possível violação constitucional

A ação sustenta que houve violação ao artigo 225 da Constituição Federal.

Também aponta desrespeito aos princípios da precaução e da prevenção ambiental.

Segundo o autor, o licenciamento teria sido falho ao adiar análises essenciais sobre impactos ambientais.

Processo segue em análise

Embora as licenças tenham expirado em março de 2025, os efeitos das intervenções permanecem.

A ação popular busca reparar os danos e garantir a recuperação da área. O caso segue em tramitação no Judiciário potiguar.

O BNews Natal procurou os citados, mas até o momento não obteve nenhuma resposta. 

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