Esportes
A comemoração "surfando" que Matheus Cunha exibe após balançar as redes na Copa do Mundo 2026 é mais que uma dancinha; é um tributo ao município de Baía Formosa (RN). O atacante paraibano, que aprendeu a domar as ondas na terra de Ítalo Ferreira, criou um vínculo tão forte com o litoral sul potiguar que hoje é considerado um "filho" da cidade, recebendo, inclusive, o título de cidadão formosense em 2024.
A conexão começou há cerca de quatro anos e rapidamente transcendeu o lazer. Cunha passou a frequentar a comunidade, fazer amizades e participar da rotina local. Em entrevistas na Inglaterra, o jogador do Manchester United costuma explicar que sua relação com o mar nasceu justamente ali: "Eles começaram a me ensinar a surfar", recorda com carinho.
A reciprocidade é evidente. Em Baía Formosa, o atacante é a principal referência da Seleção Brasileira. Na loja do amigo Athirson Guedes, por exemplo, o nome de Cunha é o mais buscado, com mais de 200 camisas vendidas exclusivamente com seu nome.
O apoio do jogador à comunidade também é constante. Além de doar cestas básicas, Cunha viabilizou um telão na praça principal para que a população pudesse assistir aos jogos da Copa. "A gente é o braço dele aqui em Baía Formosa", conta Clayver Dornelas, amigo próximo do jogador.
Para os moradores, ver alguém com quem compartilham o dia a dia brilhar no palco mundial da Copa é motivo de orgulho. "Às vezes a ficha não cai. Eu fico passando a conversa no WhatsApp e pensando: 'eu tenho um amigo que vai para a Copa do Mundo'", relata o filmmaker Bruno Lima, um dos parceiros de surfe do atacante na cidade.
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