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Copa do Mundo mexe com o coração dos brasileiros e psicóloga revela o motivo por trás da emoção coletiva

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A Copa do Mundo desperta sentimentos intensos como ansiedade e alegria, refletindo a identidade coletiva dos brasileiros  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 19/06/2026, às 15h41



A proximidade da Copa do Mundo transforma a rotina dos brasileiros e desperta emoções intensas que vão muito além do futebol. Ansiedade, esperança, alegria e até frustração são sentimentos compartilhados por milhões de pessoas durante o torneio. Segundo a psicóloga clínica e neuropsicóloga Candice Galvão, esse fenômeno está ligado à memória afetiva, à identidade coletiva e à necessidade humana de pertencimento.

De acordo com a especialista, o Mundial é um dos poucos eventos capazes de reunir milhões de indivíduos em torno de uma mesma narrativa emocional. Mais do que acompanhar partidas e resultados, os torcedores se conectam a experiências pessoais e coletivas construídas ao longo da vida.

A psicóloga explica que a emoção provocada pela competição está relacionada a aspectos culturais e históricos profundamente enraizados na sociedade brasileira. Para ela, o futebol ocupa um espaço que ultrapassa o entretenimento e se integra à construção da identidade nacional.

Memórias afetivas 

Durante a Copa do Mundo, elementos simples do cotidiano podem despertar lembranças marcantes. A camisa da Seleção Brasileira, as reuniões familiares, a televisão ligada, as ruas decoradas e os encontros entre amigos funcionam como gatilhos emocionais capazes de resgatar momentos importantes da trajetória de cada pessoa.

“As emoções não são construídas de forma isolada. Elas são atravessadas pela cultura, pela história e pelas relações que estabelecemos. A Copa do Mundo resgata experiências emocionais que ficaram marcadas e reconecta muitas pessoas a fases, vínculos e lembranças importantes”, afirma Candice Galvão.

Segundo a especialista, muitas vezes o torcedor não reage apenas ao que acontece dentro de campo. As emoções também estão ligadas ao significado simbólico daquele momento e às recordações acumuladas ao longo dos anos.

Sentimento de pertencimento 

Outro fator determinante para a intensidade das emoções é a sensação de pertencimento. Durante o torneio, brasileiros de diferentes origens, regiões e realidades compartilham a expectativa por um mesmo objetivo, fortalecendo a ideia de unidade nacional.

Na avaliação da neuropsicóloga, esse sentimento faz com que vitórias sejam percebidas como conquistas coletivas, enquanto derrotas podem gerar frustrações compartilhadas. O vínculo emocional com o grupo amplia a intensidade das reações dos torcedores.

“Quando a Copa se aproxima, a percepção de pertencimento se fortalece. A pessoa sente que faz parte de um grupo e que o sucesso ou o fracasso desse grupo também lhe pertence. Essa sensação de fazer parte de algo maior do que nós mesmos produz uma experiência emocional muito poderosa”, analisa.
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Esperança e escape

A relação histórica do Brasil com o futebol também ajuda a explicar o impacto emocional da competição. Ao longo das décadas, a Seleção Brasileira passou a representar orgulho, expectativa e identificação para grande parte da população.

Mesmo quem não acompanha campeonatos regularmente costuma se envolver com o clima do Mundial, impulsionado pelas memórias afetivas e pelo desejo de participar de uma experiência coletiva. Para Candice Galvão, a Copa do Mundo ainda funciona como uma pausa simbólica diante das pressões da vida cotidiana.

“Em muitos momentos, a Copa cria uma suspensão temporária da rotina. A felicidade se instala, ainda que momentaneamente, e algumas preocupações ficam em segundo plano. O evento oferece uma experiência de união, pertencimento e esperança”, destaca.

Ao final, a especialista ressalta que a emoção despertada pela Copa não deve ser vista como exagero.

“Talvez a maior emoção da Copa não esteja somente no futebol, mas na necessidade profundamente humana de pertencer. O brasileiro se emociona porque a Copa o reconecta a pessoas, histórias, lugares e lembranças. É uma experiência que mobiliza não apenas a torcida, mas a memória afetiva de um país inteiro”, conclui.
Neuropsicóloga Candice Galvão
Neuropsicóloga Candice Galvão

Sobre a especialista

Candice Galvão é psicóloga clínica, neuropsicóloga e especialista em psico-oncologia. Tem atuação voltada à saúde emocional, avaliação neuropsicológica e acompanhamento especializado, com foco em comportamento, memória, vínculos, qualidade de vida e bem-estar psicológico.

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Classificação Indicativa: Livre

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