Esportes
Publicado em 26/06/2026, às 08h45 Malu Machado
Está definido. Após empatar em 1 a 1 com a Suécia na noite desta quinta-feira (25), a seleção do Japão garantiu o segundo lugar no Grupo F e será a adversária do Brasil na abertura do mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
O aguardado confronto acontecerá já na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium em Houston, nos Estados Unidos.
Apesar de o Brasil carregar o peso da camisa, o duelo contra os japoneses está longe de ser considerado fácil. Embalado e com um nível técnico em franca evolução, o Japão não perdeu nenhuma partida desde o ano passado e promete colocar o emocional dos comandados de Carlo Ancelotti à prova.
Quem acha que o futebol japonês não assusta precisa olhar o retrovisor recente. No final de 2025, em um amistoso disputado em Tóquio, o Japão derrotou o Brasil de virada por 3 a 2. Na ocasião, o revés foi tão marcante que o técnico Carlo Ancelotti cobrou publicamente que os jogadores brasileiros desenvolvessem "resiliência mental" para lidar com a velocidade dos asiáticos.
A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles. Eles marcam muito bem, e aí a gente precisa mostrar habilidade. Coisa que, além do Vini Jr., não temos visto tanto na Seleção Brasileira", criticou a comentarista esportiva Rachel Motta.
A força mental e a transição rápida em velocidade são as principais marcas da equipe nipônica nesta Copa, onde empataram com a forte Holanda (2 a 2) e golearam a Tunísia por 4 a 0.
A rivalidade no futebol esbarra em uma das conexões culturais mais profundas do esporte. O próprio crescimento do futebol japonês teve o dedo do craque brasileiro Zico, que passou mais de duas décadas trabalhando na profissionalização do esporte no país insular e comandou a seleção deles na Copa de 2006.
Fora de campo, o elo humano é gigante: o Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão, estimada em 2 milhões de pessoas e descendentes, concentrados principalmente no bairro da Liberdade, em São Paulo. O Japão é hoje um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com investimentos que somam US$ 22,8 bilhões em solo brasileiro, movimentando gigantescos setores da nossa economia, como o automotivo e a siderurgia.
Na segunda-feira, porém, toda essa amizade diplomática será esquecida durante os 90 minutos em que vale a sobrevivência na Copa do Mundo.
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