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Alison dos Santos fatura o tricampeonato da Diamond League e consolida temporada histórica com quebra de recorde mundial

Foto: Diamond League
O brasileiro Alison dos Santos, conhecido como Piu, se consagra tricampeão da Diamond League com tempo impressionante de 46s70 em Bruxelas.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Diamond League
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 06/09/2026, às 12h23



O brasileiro Alison dos Santos, o Piu, gravou em definitivo seu nome na galeria dos maiores velocistas de todos os tempos ao conquistar o tricampeonato da Diamond League neste sábado (5), em Bruxelas, na Bélgica. Competindo na grande final dos 400 metros com barreiras, o atleta nacional confirmou o favoritismo com ampla margem técnica, cruzando a linha de chegada com a expressiva marca de 46s70. O pódio na capital belga ainda contou com dobradinha verde e amarela: o norte-americano Trevor Bassitt garantiu a prata com 48s03, enquanto o brasileiro Matheus Lima garantiu a medalha de bronze ao cravar 48s18.

Com o resultado em Bruxelas, Piu fecha uma temporada impecável no circuito de elite do atletismo mundial, somando sua terceira conquista geral do troféu de diamante em um intervalo de cinco anos (após as vitórias consolidadas em 2022 e 2024). A campanha de 2026 foi marcada por uma supremacia indiscutível sobre os principais adversários globais: o barreirista venceu todos os confrontos diretos que travou ao longo do ano contra o seu maior rival, o norueguês Karsten Warholm, ausente da final belga devido a desacordos financeiros com o comitê organizador da prova.

O triunfo consagra um período mágico na carreira do atleta paulista, que atingiu o ápice físico e técnico no final de agosto, durante o tradicional meeting de Zurique, na Suíça. Na ocasião, Alison não apenas venceu a corrida como pulverizou a antiga melhor marca da história da prova, registrando estarrecedores 45s80 e reduzindo em 14 centésimos o antigo recorde mundial que pertencia a Warholm desde os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Domínio absoluto de ponta a ponta

A trajetória de Alison dos Santos no circuito de 2026 transformou-se em uma sucessão ininterrupta de medalhas de ouro pelas principais pistas do planeta. Entre as etapas regulares que valiam pontos diretos para o ranking da grande final, o brasileiro participou de cinco e venceu todas com autoridade:

  • 23 de maio (Xiamen, China): abertura vitoriosa na Ásia com o tempo de 46s72;

  • 7 de junho (Estocolmo, Suécia): ouro com a marca de 47s11 em prova extra sem contagem de pontos;

  • 10 de junho (Oslo, Noruega): vitória marcante na casa do adversário ao cravar 46s89;

  • 23 de agosto (Silésia, Polônia): ritmo intenso e ouro ao completar os dez obstáculos em 46s43;

  • 27 de agosto (Zurique, Suíça): corrida histórica com recorde mundial batido ao fechar em 45s80;

  • 5 de setembro (Bruxelas, Bélgica): fechamento de gala na grande final da Diamond League com 46s70.

A única vitória de Warholm no calendário oficial ocorreu na etapa de Londres, exatamente no evento em que o corredor brasileiro não esteve inscrito na linha de partida.

Bonificações financeiras

Além da consagração desportiva e dos troféus de diamante, o desempenho estelar na temporada rendeu retornos financeiros expressivos ao atleta paulista. A Diamond League adota um sistema de premiações em moeda forte por colocação individual que transformou Piu em um dos atletas mais bem remunerados do atletismo de pista internacional:

  • Faturamento de 2026: Ao longo das vitórias em reuniões pontuadas como Xiamen, Oslo, Silésia, Zurique e provas especiais, Piu acumulou US$ 120 mil (cerca de R$ 615 mil);

  • Premiação do título: Apenas a conquista do primeiro lugar na decisão de Bruxelas adicionou US$ 30 mil (aproximadamente R$ 153 mil) à sua premiação do ano;

  • Histórico acumulado: Somando as premiações acumuladas nos anos de seus títulos de 2022 (US$ 80 mil), 2024 (US$ 83,5 mil) e as etapas disputadas em 2026, o brasileiro ultrapassou a marca de US$ 400 mil (mais de R$ 2 milhões de reais) arrecadados apenas no circuito da World Athletics.

O bronze conquistado por Matheus Lima em Bruxelas também ratifica a evolução técnica e a renovação geracional do atletismo brasileiro na modalidade dos 400 metros com barreiras, colocando o país com dois representantes de nível internacional entre os melhores do ranking da liga mundial.

Classificação Indicativa: Livre

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