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Mais uma superlua poderá ser observada a olho nu em todo o Brasil e no mundo nesta quarta-feira (5). Se as condições climáticas forem favoráveis, o fenômeno poderá ser visto com mais clareza ao anoitecer.
De acordo com plataformas especializadas, o horário exato do aparecimento da lua cheia varia conforme o fuso horário de cada região. No horário de Brasília, o astro deve surgir por volta das 18h45 em São Paulo, 18h14 em Belém e 17h28 no Recife, por exemplo.
Para observá-la, não é necessário nenhum equipamento. O termo superlua é usado para descrever quando o satélite natural da Terra está mais próximo do planeta, fazendo com que pareça maior e mais brilhante do que o habitual.
A expressão foi criada em 1979 pelo astrólogo Richard Nolle e, desde então, passou a ser adotada por alguns sites e divulgadores científicos. No entanto, não há consenso entre astrônomos sobre a definição exata do termo, já que ele não possui relevância técnica para a astronomia.
A influência da lua cheia no comportamento humano
Enquanto cientistas e curiosos se preparam para observar o brilho intenso da superlua, outros se interessam pelos seus supostos efeitos sobre o comportamento humano. Desde a Antiguidade, acredita-se que a lua cheia aumenta a impulsividade, a sensibilidade emocional e até a agressividade — daí o termo “lunático”, derivado da palavra latina lunaris (lunar).
Alguns pesquisadores sugerem que a gravidade lunar pode afetar os fluidos do corpo humano, como faz com as marés, embora não existam provas científicas conclusivas. Para a terapeuta holística Adela Comoretto, “a lua cheia é um momento de energia máxima, e como somos 70% água, sentimos os mesmos efeitos que o oceano”.
Outros especialistas, como a psicóloga Cynthia Zaiatz, do Sanatório Modelo Caseros, discordam: “Os comportamentos humanos não têm relação com a Lua”, afirma. Segundo ela, faltam evidências que sustentem essa hipótese.
Noites agitadas e o sono alterado
Entre as crenças mais populares está a ideia de que a lua cheia interfere no sono. Um estudo publicado na revista Science Advances comprovou que, nos três a cinco dias anteriores à fase cheia, as pessoas demoram mais para dormir e descansam menos.
Os pesquisadores analisaram comunidades argentinas com diferentes níveis de acesso à luz artificial e constataram que, quanto menor o acesso à eletricidade, maior o impacto da luz lunar no sono. De acordo com o especialista em sono Pablo Ferrero, o motivo é simples: “A lua cheia reflete mais luz solar, o que engana a retina, fazendo o corpo entender que ainda é dia. Isso altera os ciclos de sono e vigília”, explica.
Astrologia e significados simbólicos
Na astrologia, a lua cheia representa o ponto máximo de energia e expansão dentro do ciclo lunar. Para os astrólogos Vanesa Maiorana e Alejandro Luna, esse período traz clareza, decisões e fechamento de ciclos.
Maiorana ainda explica:
“A lua cheia revela nossas conquistas e nos convida a refletir sobre o que precisa ser transformado.”
Neste ano, a superlua coincide com a Lua Cheia em Áries, também chamada de Lua da Ressurreição, marcando um momento de renovação, coragem e reinício.
Luna complementa:
“É uma fase que nos estimula a agir com firmeza, mas sem perder o equilíbrio e o senso de justiça. É sobre reconhecer nossa autonomia e, ao mesmo tempo, respeitar nossas conexões com os outros.”
Embora a ciência ainda não tenha todas as respostas sobre a influência lunar, é inegável o fascínio que ela desperta na humanidade.
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