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Ilia Malinin, de 21 anos, fez história ao se tornar o primeiro atleta a executar um salto mortal para trás no gelo durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina, após uma proibição de 50 anos, destacando-se como favorito ao ouro na competição masculina.
Malinin já é conhecido por sua habilidade técnica, sendo o único patinador a realizar o Axel quádruplo em competições oficiais, e sua execução do salto mortal, embora impactante, não contribui para a pontuação devido à sua classificação como elemento coreográfico.
O atleta, que já venceu todas as competições internacionais desde 2023, retornará ao gelo para a competição individual masculina, onde poderá se tornar o primeiro a realizar o Axel quádruplo em Jogos Olímpicos de Inverno.
A patinação artística dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina ganhou um nome definitivo para a história do esporte. O norte-americano Ilia Malinin, de 21 anos, tornou-se o primeiro atleta a executar, em ambiente olímpico, um salto mortal para trás no gelo após meio século de proibição.
Conhecido mundialmente pelo domínio técnico e pela ousadia, Malinin já era destaque antes mesmo da competição individual. Ele é o único patinador da história a realizar o Axel quádruplo em competições oficiais, movimento considerado um dos mais difíceis da modalidade, com quatro rotações e meia no ar.
A expectativa em torno do atleta é alta. Favorito ao ouro na disputa masculina, Malinin chega aos Jogos como uma das maiores promessas da patinação artística contemporânea, reunindo inovação, consistência e precisão técnica.
Salto proibido por décadas
O salto mortal para trás foi executado por Malinin durante as apresentações por equipes e no programa livre. No sábado (7), ele realizou o movimento com os dois pés, e no domingo (8), repetiu a façanha aterrissando em apenas um pé, arrancando aplausos do público em Milão.
Apesar do impacto visual e histórico, o salto não contribui para a pontuação. Isso porque o movimento é classificado como elemento coreográfico, sem valor técnico na avaliação dos juízes.
O mortal para trás havia sido banido desde 1976, após o norte-americano Terry Kubicka realizá-lo nos Jogos de Innsbruck. À época, a União Internacional de Patinação (ISU) considerou o salto perigoso, devido ao risco de lesões graves na aterrissagem. A proibição só foi oficialmente encerrada em 2024, quando a entidade decidiu liberar o movimento diante de sua execução recorrente em competições, ainda que de forma irregular.
Malinin foi o primeiro atleta a realizar o salto após o fim da restrição, impressionando ao pousar com precisão sobre a lâmina do patim.
“Era um sonho que eu vinha alimentando há semanas. Estou controlando meu ritmo para guardar energia para a prova individual”, afirmou o patinador, que teve formação em ginástica ainda na infância.
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Domínio técnico e feitos inéditos
Filho de patinadores olímpicos do Uzbequistão, Ilia Malinin construiu uma carreira marcada por feitos inéditos. Ele é o único atleta a executar sete saltos quádruplos em um único programa livre, além de ter vencido todas as competições internacionais que disputou desde o fim de 2023, incluindo os dois últimos Campeonatos Mundiais.
Além do rigor técnico, Malinin também se destaca pela criatividade. Ele é o criador do movimento conhecido como “raspberry twist”, que não pontua, mas costuma levantar o público nas arenas.
O patinador volta ao gelo nesta terça-feira (10), com o início da competição individual masculina. Caso execute o Axel quádruplo, entrará definitivamente para a história como o primeiro atleta a realizar o salto em Jogos Olímpicos de Inverno.
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