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Publicado em 17/11/2025, às 14h12 Marina Gonçalves
Maria Bonita sempre foi uma figura importante no Brasil, bastante lembrada por ser a mulher mais importante da história a fazer parte do cangaço, ao lado de seu companheiro, o Lampião.
No entanto, uma descoberta recente pode alterar alguns detalhes da história de Maria Bonita. Segundo o Jornal Correio, a força simbólica da cangaceira sempre se alinhou de forma quase perfeita com a data de seu nascimento em 8 de março de 1911, o Dia Internacional da Mulher.
Agora, uma descoberta recente em Jeremoabo, cidade situada no interior da Bahia, desfaz essa coincidência: documentos históricos indicam que Maria Bonita nasceu, na verdade, no dia 17 de janeiro de 1910.
Os documentos foram encontrados na Paróquia de São João Batista, localizada na pequena cidade baiana. Vale destacar que, até agora, não havia registro oficial do nascimento de Maria Bonita, e livros e jornais da época haviam fixado 8 de março apenas como uma data simbólica, sem comprovação.
Portanto, a grande novidade é a descoberta de um registro batismal original da cangaceira, datado de setembro de 1910, encontrado nos arquivos da Diocese de Paulo Afonso, que confirma o nascimento de Maria Gomes de Oliveira, seu nome completo, em 17 de janeiro de 1910.
Por si só, a transcrição oficial do documento, que foi escrito à mão, já é uma curiosidade histórica, pois revela detalhes da ortografia e da escrita da época. Nele diz:
“Livro 3, folha 30V. Aos sete dias do mez de setembro de mil nove centos e dez, baptisei solemnemente a Maria nascida a dissete de janeiro de mil nove centos e dez, filha natural de Maria Joaquina da Conceição. Foram padrinhos Agripino Gomes Baptista e Maria Joaquina da Conceição. E para constar fiz este assento que me assigno. Vigário Euthymnio José de Carvalho”.
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