Entretenimento
Uma viagem pela evolução da tecnologia também pode começar por objetos que hoje parecem distantes da rotina. É essa experiência que uma exposição no Instituto Metrópole Digital (IMD), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), proporciona ao reunir equipamentos eletrônicos antigos e peças que ajudam a contar diferentes momentos da história.
Entre os itens que chamam a atenção dos visitantes está uma máquina fotográfica de fole, modelo que utiliza uma estrutura sanfonada de tecido para permitir o movimento da lente e o ajuste do foco. O equipamento foi bastante utilizado no final do século 19.
Peças ajudam a contar a evolução tecnológica
Outro objeto de destaque é um dos primeiros modelos de rádio que chegaram ao Brasil na década de 1950. O aparelho funciona por meio de válvulas, tecnologia que marcou uma importante fase do desenvolvimento dos equipamentos eletrônicos.
A exposição propõe, além da observação das peças históricas, uma reflexão sobre a relação da sociedade com a tecnologia. Objetos que em determinado período simbolizavam inovação e modernidade hoje também levantam questionamentos sobre consumo, descarte e sustentabilidade.
Nesse contexto, a iniciativa chama atenção para a necessidade de ampliar práticas como o consumo consciente, a logística reversa, a reciclagem e o descarte ambientalmente correto dos resíduos eletrônicos.
Campanha também recebe lixo eletrônico
A programação ocorre simultaneamente aos últimos dias da campanha de coleta de lixo eletrônico promovida pelo Metrópole Parque. Como parte da ação, um Ecotrailer foi instalado no estacionamento do IMD para receber equipamentos que precisam ser destinados corretamente.
A proposta é aproximar a história da tecnologia de um debate atual: o que fazer com os aparelhos eletrônicos quando eles deixam de ser utilizados? A iniciativa busca estimular a população a evitar o descarte inadequado e contribuir para uma destinação ambientalmente responsável.
O que pode ser descartado
O coletor recebe eletroeletrônicos e eletrodomésticos de pequeno e médio porte, com até aproximadamente 40 centímetros, desde que os objetos caibam na abertura do equipamento.
Entre os materiais aceitos estão celulares, tablets, notebooks, computadores e peças, teclados, mouses, monitores pequenos, roteadores, carregadores, cabos e fones de ouvido.
Também podem ser entregues videogames, câmeras, aparelhos de DVD, pequenos aparelhos de som, calculadoras, ferros de passar, secadores, liquidificadores, cafeteiras e sanduicheiras.
Pilhas e lâmpadas não devem ser colocadas no Ecotrailer. Equipamentos de grande porte, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, também não são aceitos no coletor instalado no estacionamento do Instituto Metrópole Digital (IMD).
Visitação é gratuita
A exposição permanece aberta até 18 de setembro, no hall do IMD, localizado no Campus Central da UFRN. A entrada é gratuita e não é necessário realizar agendamento para visitas individuais.
Para grupos, entretanto, é necessário fazer o agendamento antecipadamente por meio de formulário eletrônico.
A visitação ocorre nos seguintes horários:
Segunda a sexta-feira: das 7h às 22h;
Sábados: das 7h às 12h.
A exposição segue aberta entre os dias 8 e 18 de setembro, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer equipamentos que marcaram diferentes períodos da história tecnológica e, ao mesmo tempo, refletir sobre os impactos gerados pelo descarte dos aparelhos eletrônicos nos dias atuais.
SERVIÇO
Exposição Tudo Isso Já Foi Futuro
Data: 8 a 18 de setembro de 2026
Local: Hall do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN)
Horário: segunda a sexta, das 7h às 22h; sábado, das 7h às 12h
Entrada: gratuita
→ Agendamento necessário apenas para grupos
Formulário: bit.ly/Agendamento_TudoIssoJaFoiFuturo
Conheça mais sobre o IMD | Metrópole Digital
O Instituto Metrópole Digital (IMD) é uma Unidade Acadêmica Especializada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com um perfil diferenciado da maioria dos centros acadêmicos e departamentos das universidades federais brasileiras. Esse perfil alinha-se com sua missão de fomentar a criação de um Polo Tecnológico em Tecnologia da Informação (TI) no estado do Rio Grande do Norte, abrangendo iniciativas dos setores público, privado e acadêmico, a base para a sua estrutura organizacional.
O IMD atua na formação dos níveis técnico, superior e na pós-graduação, cujas ações integram a inclusão social e digital. Somam-se a isso ações de pesquisa e inovação tecnológica, de formação de talentos e de incentivo à cultura do empreendedorismo, que resultaram na criação da incubadora de empresas de base tecnológica em TI do Metrópole Parque, antes conhecida como Inova Metrópole.
O Instituto tem um perfil de integração com outros departamentos e unidades da UFRN, objetivando fomentar a interdisciplinaridade com outras áreas relacionadas à TI, visto que essa é a base da inovação e o caminho para formar profissionais preparados para o novo mercado de trabalho.
O perfil de gestão do IMD também apresenta particularidades específicas, seguindo os princípios de integração, interdisciplinaridade e inovação. A Diretoria Executiva e o Conselho de Desenvolvimento Acadêmico são compostos por servidores docentes e técnico-administrativos de diferentes departamentos e áreas do conhecimento. Além disso, há o Conselho Consultivo, que inclui pessoas, externas ao IMD, com notório saber e experiência em seus campos de atuação.
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