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Estudo indica presença de sistema hidráulico em pirâmide no Egito: Saiba mais

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A descoberta do sistema hidráulico foi liderada pelo pesquisador e engenheiro francês Dr. Xavier Landreau, do Instituto Paleotécnico do CEA.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Unsplash

Publicado em 15/10/2025, às 14h50   Marina Gonçalves



Você já ouviu falar na ‘Pirâmide de Djoser’? Considerada a primeira pirâmide a ser erguida do Egito, ela foi construída há aproximadamente 4.700 anos, durante a Terceira Dinastia, entre 2667 e 2648 a.C.

No entanto, uma nova descoberta relacionada a essa construção monumental vai te surpreender: pesquisadores identificaram um sistema hidráulico subterrâneo que possivelmente foi utilizado para erguê-la.

De acordo com o portal ND Mais, a descoberta foi liderada pelo pesquisador e engenheiro francês Dr. Xavier Landreau, do Instituto Paleotécnico do CEA, da França.

A pesquisa

Os pesquisadores analisaram imagens de satélite e registros antigos para descobrir um sistema de água subterrâneo no planalto. Conforme sugerido pelo estudo, os egípcios teriam usado a força da água para transportar e erguer grandes blocos de pedra calcária.

“Imagens de satélite mostram que um recinto retangular de pedra conhecido como Gisr el-Mudir, localizado a oeste da necrópole de Saqqara, possui todas as características técnicas de uma barragem de contenção”, disse Landreau em entrevista para o jornal Haaretz.

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E como funcionava a estrutura?

De acordo com Landreau, esse sistema teria controlado as enchentes e ajudado a mover os blocos trazidos pelo rio, funcionando como um sistema hidráulico de elevação.

Segundo a teoria, a água, sob pressão, empurrava os blocos até o topo da pirâmide por meio de canais, bacias e comportas. Além disso, ao sul, os pesquisadores também encontraram uma enorme estrutura escavada na rocha, que lembra uma estação de água.

Vale ainda destacar outro ponto importante: o clima da época. O Egito recebia muita chuva e tinha vegetação abundante no fim do ‘Período do Saara Verde’. O antigo riacho Uádi, de Abusir, teria fornecido água abundante para sustentar o sistema.

“Na Terceira Dinastia, o problema não era a falta de água, mas o excesso dela. E os egípcios souberam transformá-la em força construtiva”, declarou o Dr. Xavier Landreau.

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