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Publicado em 17/11/2025, às 12h57 Marina Gonçalves
Dormir está no topo da lista das melhores coisas para fazer, e muita gente já ouviu que oito horas de sono é o ideal. No entanto, não é isso que aponta um especialista de Harvard.
Segundo o InfoMoney, em reportagem baseada na Fortune, o biólogo evolutivo de Harvard Daniel E. Lieberman revela que não há base para a regra de que humanos “naturais” dormem oito horas.
Estudos com grupos que vivem sem eletricidade revelam noites de seis a sete horas, bem abaixo do padrão culturalmente defendido.
O especialista também aponta que a regra das oito horas é mais um resquício da Revolução Industrial do que uma exigência do corpo humano. Ele destaca que os dados epidemiológicos desenham uma curva em "U": o menor risco fica perto das sete horas, enquanto dormir muito pouco ou demais tende a aumentar as chances de problemas.
Sete horas de sono tendem a funcionar melhor do que oito, segundo resumos populares de sua posição. Contudo, sempre com a ressalva de que cada faixa etária e cada pessoa têm um ritmo próprio.
A explicação do portal ressalta que a famosa meta das oito horas não é tão sólida quanto parece. Rebecca Robbins, pesquisadora do sono, aponta que faz mais sentido olhar para a qualidade do sono e para hábitos consistentes do que tentar cumprir uma meta fixa.
A Academia Americana de Medicina do Sono, a Sociedade de Pesquisa em Sono e a Mayo Clinic recomendam sete horas ou mais, levando em conta fatores individuais como idade, dívidas de sono e até mudanças naturais do envelhecimento.
Estudos mostram uma curva em "U" entre sono e saúde, com o ponto mais seguro girando em torno de sete horas.
Dados do U.K. Biobank e análises de biomarcadores confirmam que menos de sete ou mais de nove horas se associam a problemas de saúde e sinais de envelhecimento, mesmo considerando estilo de vida e doenças preexistentes.
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