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Publicado em 05/11/2025, às 10h11 Marina Gonçalves
Recentemente, o padre Fábio de Melo, de 54 anos, revelou que eliminou completamente o açúcar de sua rotina alimentar após receber o diagnóstico de uma doença crônica.
A revelação foi feita pelo padre durante sua participação surpresa no programa Angélica ao Vivo. Há seis anos, Fábio de Melo recebeu o diagnóstico da Doença de Ménière, uma condição crônica do ouvido interno que provoca sintomas como vertigens intensas, perda de audição e zumbidos.
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Em entrevista ao portal Gshow, o religioso contou que os sintomas o acompanham há mais de 20 anos. “Tratei durante muito tempo como surdez súbita, identificada como surdez autoimune. Tenho uma perda de audição que vai e volta. Não é uma perda definitiva e convivo com um zumbido terrível”, declarou.
No entanto, seguindo a recomendação médica de eliminar o açúcar da dieta, o padre revelou que obteve resultados positivos. “Ajudou demais! Tive muitas melhoras depois que tirei o açúcar. Aliás, todo mundo que tem problema de labirinto e doenças inflamatórias autoimunes deveria tirar o açúcar. Ele é um grande vilão na nossa vida”, disse.
Padre Fábio ainda contou que lida bem com a ausência do açúcar em seu dia a dia. “São Paulo nos oferece coisas muito bacanas. Não sei no Rio. Mas lá em casa nós nos habituamos (a comer sem açúcar). Já temos a nossa maneira de substituir. Fazemos pães, moro na roça, então tem essa facilidade. Fazemos tudo sem açúcar”.
Ainda em bate-papo com o Gshow, o neurologista Saulo Nader, membro da Bárány Society, falou sobre a Doença de Ménière, que afeta o ouvido interno. Ele esclareceu que os labirintos do ouvido contêm um líquido chamado endolinfa, que, quando produzido em excesso, provoca a deformação do labirinto.
“O líquido acaba vazando no interior do labirinto, o que provoca tontura intensa (vertigem) com zumbido e pressão no ouvido. Esse líquido é produzido em excesso por conta de uma programação genética ou por algum defeito imunológico”, declarou o especialista.
Normalmente, a síndrome tem origem genética e costuma se manifestar entre 30 e 50 anos, embora raramente apareça na adolescência ou infância. O tratamento inclui medicamentos, exercícios de equilíbrio e coordenação, redução do zumbido e, em alguns casos, aparelho auditivo.
Nader esclareceu que açúcar, café e refrigerantes não são, em todos os casos, fatores determinantes na manifestação da Ménière. “Para identificar a influência desses alimentos no surgimento da doença, é preciso uma análise individualizada caso a caso”, concluiu.
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