A busca por fantasias criativas e econômicas tem ganhado força neste Carnaval, impulsionada pelo debate sobre consumo consciente e sustentabilidade. Cada vez mais, foliões procuram alternativas que unam originalidade, baixo custo e menor impacto ambiental.
O brilho e as cores continuam marcando presença nos blocos, mas a forma de montar o visual mudou. Em vez de comprar fantasias prontas, muitos optam por reaproveitar peças e investir na customização.
Para o mestre Mauro Fiorani, professor de Moda da Faculdade Anhanguera Santana (FAS), o figurino carnavalesco também comunica posicionamentos. Segundo ele, a fantasia acompanha o contexto cultural e reflete escolhas relacionadas ao consumo.
Reaproveitamento
Entre as principais orientações está o reaproveitamento de roupas do próprio guarda roupa. Camisas largas, shorts jeans, tops e vestidos básicos podem servir de base para composições criativas com pequenas intervenções.
A customização simples também aparece como alternativa acessível. Cortes estratégicos, amarrações, aplicação de patches, fitas e pedrarias permitem transformar peças comuns em produções carnavalescas sem grandes gastos.
Outra sugestão é buscar itens em brechós físicos, lojas online e promover trocas entre amigos. Além da economia, a prática favorece a exclusividade e reduz o descarte de roupas.
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Acessórios e criatividade como protagonistas
A valorização de acessórios e maquiagem é apontada como estratégia eficaz para compor o visual sem adquirir novas peças. Tiaras, óculos, lenços, glitter e brilho ajudam a criar identidade e reforçam o caráter cultural da festa.
Uma tendência crescente é combinar roupas do dia a dia com maquiagem artística e acessórios chamativos, substituindo a fantasia completa por um styling criativo e personalizado.
Para Mauro Fiorani, a proposta não é limitar a diversão, mas estimular escolhas mais conscientes. Segundo ele, o Carnaval segue como espaço de liberdade e expressão, agora aliado a uma reflexão maior sobre o impacto das decisões de consumo.