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Ator mirim do RN concorre a prêmio por websérie inspirada na periferia de Parnamirim

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Ator potiguar Raul Silveira é indicado por sua performance na websérie Onã, que explora vivências da periferia de Parnamirim  |   BNews RN - Divulgação Divulgação
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 22/10/2026, às 10h45



O ator mirim potiguar Raul Silveira está entre os indicados a Melhor Performance Infantojuvenil do Rio Webfest 2026 por seu trabalho na websérie Onã, criada por Bruno Poti. O festival acontecerá de 27 a 30 de novembro, no Rio de Janeiro, onde serão exibidos os primeiros episódios da produção, inspirada em vivências da periferia de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

A obra recebeu cinco indicações ao todo. Além da atuação de Raul, concorre nas categorias de Melhor Direção de Drama, Melhor Websérie de Drama, Melhor Produção e Melhor Websérie Brasileira.

O público também pode ajudar o ator e a produção na disputa pelo troféu Zé do Voto Popular. Raul participa na seção Voto Personalidade, enquanto Onã está na modalidade Voto Websérie. A votação segue até 18 de novembro, pelo site, com um voto por pessoa a cada dia.

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História transforma experiências de violência em arte

Dividida em seis episódios, Onã acompanha Poti, um jovem da periferia que encontra na Jurema Sagrada apoio para enfrentar experiências de violência. Ao longo da narrativa, a arte se torna uma forma de expressar suas vivências.

Nesse processo, o protagonista cria uma personagem drag queen para manifestar aspectos de sua identidade reprimidos na infância. Chamada Brunette, ela recebe um nome que antes era usado para ridicularizar o artista e que, na obra, passa a representar liberdade.

A trama parte da história pessoal de Bruno Poti, que assina o roteiro, dirige e atua na websérie. Criado na comunidade da Toca da Raposa, em Parnamirim, ele teve seus primeiros contatos com a arte por meio da dança e do circo e enfrentou, quando criança, situações de violência ligadas às expectativas de gênero.

Produção reúne 43 profissionais potiguares

Bruno define o projeto como uma autoficção, construída a partir de suas memórias. Segundo o realizador, a proposta foi revisitar dores do passado que encontrou na arte e na espiritualidade de matriz afro-indígena caminhos para enfrentar.

A equipe reuniu 43 profissionais do RN. A seleção priorizou pessoas negras, mulheres, integrantes de comunidades de terreiro e pessoas da diversidade sexual e de gênero nas diferentes etapas de realização.

As gravações dos seis episódios ocorreram em cinco diárias. Entre os cenários estão a Toca da Raposa, em Parnamirim, e o Ilê Axé Obeotogundá Iré, em Natal.

Diretor apresentará bastidores no festival

A websérie recebeu financiamento da Lei Paulo Gustavo no RN e da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do primeiro ciclo de fomento de Parnamirim.

Durante o Rio Webfest, Bruno também participará do Painel dos Criadores, transmitido ao vivo no Estúdio Petrobras. No encontro, compartilhará informações sobre o processo de realização da obra.

A programação do festival, além das disputas e da participação do diretor, incluirá a apresentação dos primeiros episódios de Onã ao público.

Classificação Indicativa: Livre

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