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Apreensão de figurinhas da Copa acende alerta para falsificações; veja 4 dicas para identificar o golpe

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Descubra como identificar figurinhas falsas e garantir uma coleção autêntica para a Copa do Mundo de 2026  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 25/05/2026, às 11h10   Malu Machado



A febre do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 voltou a movimentar milhares de colecionadores e torcedores por todo o Brasil. No entanto, o enorme sucesso e a alta procura pelos cromos também abriram as portas para o mercado pirata.

Na última sexta-feira (22), a Polícia Civil apreendeu um carregamento massivo de cerca de 200 mil figurinhas falsificadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A operação acendeu o sinal de alerta para quem quer completar o livro ilustrado sem cair em golpes e amargar prejuízos.

O tamanho do desafio em 2026

O cuidado redobrado se justifica pela grandiosidade do torneio deste ano, que será disputado conjuntamente nos Estados Unidos, Canadá e México. Para acompanhar a expansão histórica da FIFA para 48 seleções, a Panini lançou o maior álbum de todos os tempos:

  • Estrutura atual: são 980 figurinhas distribuídas ao longo de 112 páginas (para efeito de comparação, a edição do Catar, em 2022, contava com 670 cromos).
  • Preços de capa: o livro em versão brochura custa R$ 24,90, enquanto a versão tradicional de capa dura sai por R$ 79,90. Há ainda uma caixa premium vendida por R$ 359,90 (que inclui o álbum capa dura, 40 envelopes e um box exclusivo).
  • Investimento: como os pacotes contêm figurinhas repetidas, o custo estimado para preencher as 112 páginas de ponta a ponta pode ultrapassar facilmente a marca de R$ 1.000.

Com tanto dinheiro em jogo, os golpistas encontraram um mercado lucrativo. Para evitar fraudes, confira abaixo os quatro principais detalhes que você deve analisar antes de comprar seus envelopes:

1. O preço de tabela

A distribuidora oficial fixou o preço do envelope com sete figurinhas em R$ 7,00 para o mercado brasileiro. Desconfie imediatamente de ofertas feitas fora dos canais oficiais (como em grandes marketplaces online ou ambulantes sem procedência) que ofereçam pacotes com valores muito inferiores a este patamar.

2. A textura do envelope

Fique atento ao toque. Os envelopes falsificados apreendidos pela polícia costumam utilizar um tipo de papel bem mais grosso, poroso e com qualidade de colagem e vedação nitidamente inferior ao plástico metalizado padrão das embalagens originais.

3. Nitidez e cores opacas

O acabamento gráfico dos produtos piratas deixa a desejar. Ao abrir o pacote, repare na nitidez das fotos: as falsificações apresentam borrões, cores lavadas/opacas e uma resolução muito baixa, falha que fica visível principalmente nos rostos dos atletas e nos detalhes milimétricos dos escudos das seleções.

4. Compre em canais autorizados

A recomendação mais importante é realizar as compras em bancas de jornal tradicionais, lojas de conveniência ou nos sites oficiais. Caso compre pacotes avulsos em feiras de troca, leve sempre uma figurinha de origem comprovada para servir de contraprova e comparar o tamanho, brilho e qualidade do papel adesivo.

O que fazer em caso de suspeita?

Se notar irregularidades no ponto de venda, evite a compra e denuncie o estabelecimento aos órgãos de defesa do consumidor (Procon) ou diretamente às autoridades policiais.

Classificação Indicativa: Livre

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