Entretenimento
Publicado em 04/11/2025, às 11h15 Marina Gonçalves
Descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio de pesquisa ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), o cometa interestelar 3I/ATLAS tem sido objeto de estudo e discussão entre cientistas desde então.
O visitante raro é o terceiro objeto interestelar conhecido a passar pelo Sistema Solar. Os outros dois foram ‘Oumuamua e 2I/Borisov, identificados em 2017 e 2019, respectivamente.
A novidade mais recente é que, graças a satélites de monitoramento solar, cientistas começaram a obter dados mais detalhados quando recentemente o objeto se aproximou de seu ponto mais próximo ao Sol.
De acordo com informações do portal Metrópoles, os pesquisadores Qicheng Zhang e Karl Battams descobriram o corpo celeste brilha muito mais do que o previsto. O estudo foi divulgado em pré-print na plataforma arXiv na última terça-feira, dia 28.
Para realizar essa análise, foi necessário recorrer a satélites de observação solar, como STEREO‑A, SOHO e GOES‑19, operados por agências espaciais dos Estados Unidos e da Europa.
Os cálculos mostraram que o brilho do cometa aumentava à medida que se aproximava do Sol e diminuía quando se afastava, entre setembro e outubro. Embora seja normal que cometas fiquem mais luminosos perto da estrela, o 3I/ATLAS está duas vezes mais brilhante que o esperado, indicando algo incomum em sua superfície.
Ainda segundo o portal, os pesquisadores notaram que a luz do visitante parecia ter um tom mais azulado, sugerindo que gases e poeira estão aumentando sua luminosidade. Em outras análises, a poeira parecia avermelhada, possivelmente por causa da emissão de moléculas de cianogênio e amônia.
A razão para o aumento repentino de brilho do 3I/ATLAS ainda não foi determinada, mas cientistas acreditam que fatores como a composição, o movimento e as características adquiridas ao longo do tempo podem ser responsáveis pelo fenômeno.
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