Cidades
Publicado em 08/01/2026, às 11h31 Malu Machado
O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciará a vacinação contra a dengue com um imunizante de dose única do Instituto Butantan em três cidades brasileiras, visando imunizar pelo menos 50% da população local, começando por pessoas de 59 anos.
A vacinação será realizada em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP) no dia 18, utilizando parte das 1,3 milhão de doses produzidas, com prioridade para profissionais de saúde.
A eficácia da vacina foi confirmada em estudo que mostrou redução da carga viral em vacinados, e a estratégia de vacinação será ampliada gradualmente em todo o país, conforme o aumento da produção em parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines.
Na luta contra a dengue, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18.
A ideia é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios. A ideia é começar pela população de 59 anos e avançar até o público de 15 anos, conforme a disponibilidade de doses.
“Para essa estratégia, será utilizada uma parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.
O primeiro lote também será destinado aos profissionais da atenção primária, que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS).
Segundo o ministério, com o aumento da produção de doses, a partir da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a estratégia será gradualmente ampliada para todo o país.
Atualmente, o SUS oferece a vacina em duas doses (produzida no Japão) para adolescentes de 10 a 14 anos.
O Instituto Butantan divulgou, nesta semana, que a vacina poderá ajudar a reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas pelo patógeno, além de manter eficácia contra os diferentes genótipos do vírus circulantes no Brasil. A conclusão surgiu de uma pesquisa tornada pública pela revista The Lancet Regional Health - Americas.
Baixas cargas virais provocam, em geral, quadros menos graves. No levantamento, os pesquisadores analisaram amostras de 365 voluntários que tiveram dengue sintomática entre 2016 e 2021 em 14 estados do Brasil.
O estudo comparou dados dos grupos de vacinados e o de não vacinados.
Segundo a pesquisa, apesar de algumas pessoas terem sido infectadas após a vacinação, a carga viral nos vacinados foi consideravelmente menor do que em participantes não imunizados.
Conforme avaliaram os pesquisadores, isso demonstrou a eficácia da vacina em induzir resposta imune e diminuir a replicação do vírus nas células.
A vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa após análise dos dados de cinco anos de acompanhamento dos 16 mil voluntários participantes do ensaio clínico.
No público de 12 a 59 anos, faixa etária indicada pela agência reguladora, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme.
Enquanto a vacinação avança, a prevenção continua sendo a arma mais importante contra a dengue.
A dengue começa geralmente com o aumento súbito da temperatura. Os sinais mais comuns são:
O mosquito Aedes aegypti se reproduz em água parada. O combate coletivo é muito importante para a prevenção.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top