Cidades

Trabalhadores de hospital do Estado referência em doenças infectocontagiosas ficam sem alimentação por falta de gás

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A suspensão das refeições impacta diretamente os servidores em plantão no Hospital, gerando insegurança alimentar e improvisação  |   BNews RN - Divulgação Google Maps
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 05/02/2026, às 10h04



Os trabalhadores do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, estão sem refeições a partir de 5 de fevereiro devido ao racionamento de gás de cozinha, essencial para a cozinha hospitalar, o que impacta diretamente os servidores em plantão.

A suspensão das refeições foi comunicada pela Direção Administrativa e pela Divisão de Nutrição e Dietética, que atribuiu a responsabilidade à Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), sem informar um prazo para a normalização do serviço.

O SindSaúde criticou a situação, afirmando que os profissionais estão novamente expostos à insegurança alimentar, e destacou que episódios semelhantes têm ocorrido devido a greves e falta de insumos, refletindo o descaso nas gestões de saúde.

Resumo gerado por IA

Os trabalhadores do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, estão sem refeições a partir desta quinta-feira, dia 05 de fevereiro.

Os funcionários foram informados nesta quarta-feira (04) de que, o preparo de refeições destinadas aos trabalhadores da unidade estará suspenso em razão do racionamento de gás de cozinha, insumo essencial para o funcionamento da cozinha hospitalar. 

A interrupção na alimentação afeta diretamente os servidores que cumprem plantões no local. De acordo com aviso encaminhado em grupos de mensagens aos trabalhadores pela Direção Administrativa e pela Divisão de Nutrição e Dietética, a responsabilidade pelo contrato é da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). 

No comunicado, a gestão informou: “a unidade já está em diligências para resolução da situação”.

Não foi informado o prazo concreto para a normalização do serviço.

Segundo o SindSaúde, a suspenção "deixa os profissionais mais uma vez à mercê da improvisação e da insegurança alimentar durante o expediente", disse o sindicato em uma postagem nas redes sociais.

Infelizmente, o episódio no Giselda Trigueiro é apenas mais um entre tantos que se repetem, seja por greves de empresas terceirizadas, falta de gêneros alimentícios ou, agora, ausência de gás de cozinha, quem sempre paga a conta do descaso e do desleixo das gestões são os trabalhadores da saúde", lamentou o SindSaúde.

Há uma semana o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal — maior unidade pública de urgência e emergência do Rio Grande do Norte e referência para todo o estado — enfrentou mais uma situação crítica que ultrapassou os limites assistenciais e atingiu diretamente a rotina de quem mantém o hospital funcionando: servidores e acompanhantes de pacientes. Eles também ficaram o almoço e o jantar por três dias.

O BNews Natal entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que confirmou naquela semana oficialmente a situação.

O órgão reconheceu que, de fato, não há alimentação suficiente para garantir as refeições de servidores e acompanhantes neste momento, assegurando apenas a manutenção das refeições destinadas aos pacientes.


Confira a nota, na íntegra, enviada pela SESAP para a redação do Bnews Natal:

A secretaria está trabalhando ao longo dessas últimas semanas para atualizar toda a lista de pagamentos de fornecedores, que estava paralisada em virtude do fechamento do sistema financeiro do governo no início do ano.

A previsão é de que a situação seja solucionada ao longo do dia.

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