Cidades
Os trabalhadores do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, estão sem refeições a partir de 5 de fevereiro devido ao racionamento de gás de cozinha, essencial para a cozinha hospitalar, o que impacta diretamente os servidores em plantão.
A suspensão das refeições foi comunicada pela Direção Administrativa e pela Divisão de Nutrição e Dietética, que atribuiu a responsabilidade à Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), sem informar um prazo para a normalização do serviço.
O SindSaúde criticou a situação, afirmando que os profissionais estão novamente expostos à insegurança alimentar, e destacou que episódios semelhantes têm ocorrido devido a greves e falta de insumos, refletindo o descaso nas gestões de saúde.
Os trabalhadores do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, estão sem refeições a partir desta quinta-feira, dia 05 de fevereiro.
Os funcionários foram informados nesta quarta-feira (04) de que, o preparo de refeições destinadas aos trabalhadores da unidade estará suspenso em razão do racionamento de gás de cozinha, insumo essencial para o funcionamento da cozinha hospitalar.
A interrupção na alimentação afeta diretamente os servidores que cumprem plantões no local. De acordo com aviso encaminhado em grupos de mensagens aos trabalhadores pela Direção Administrativa e pela Divisão de Nutrição e Dietética, a responsabilidade pelo contrato é da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).
No comunicado, a gestão informou: “a unidade já está em diligências para resolução da situação”.
Não foi informado o prazo concreto para a normalização do serviço.
Segundo o SindSaúde, a suspenção "deixa os profissionais mais uma vez à mercê da improvisação e da insegurança alimentar durante o expediente", disse o sindicato em uma postagem nas redes sociais.
Infelizmente, o episódio no Giselda Trigueiro é apenas mais um entre tantos que se repetem, seja por greves de empresas terceirizadas, falta de gêneros alimentícios ou, agora, ausência de gás de cozinha, quem sempre paga a conta do descaso e do desleixo das gestões são os trabalhadores da saúde", lamentou o SindSaúde.
Há uma semana o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal — maior unidade pública de urgência e emergência do Rio Grande do Norte e referência para todo o estado — enfrentou mais uma situação crítica que ultrapassou os limites assistenciais e atingiu diretamente a rotina de quem mantém o hospital funcionando: servidores e acompanhantes de pacientes. Eles também ficaram o almoço e o jantar por três dias.
O BNews Natal entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que confirmou naquela semana oficialmente a situação.
O órgão reconheceu que, de fato, não há alimentação suficiente para garantir as refeições de servidores e acompanhantes neste momento, assegurando apenas a manutenção das refeições destinadas aos pacientes.
Confira a nota, na íntegra, enviada pela SESAP para a redação do Bnews Natal:
A secretaria está trabalhando ao longo dessas últimas semanas para atualizar toda a lista de pagamentos de fornecedores, que estava paralisada em virtude do fechamento do sistema financeiro do governo no início do ano.
A previsão é de que a situação seja solucionada ao longo do dia.
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