Cidades
Uma tartaruga-verde foi encontrada morta na Praia de Ponta Negra, em Natal, com ferimentos que indicam ação humana, possivelmente causada por um objeto cortante. O incidente destaca a interação negativa entre humanos e a fauna marinha, especialmente em áreas turísticas.
O Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam) identificou que a tartaruga, um animal jovem, foi vítima de um ferimento profundo, reforçando a preocupação com a segurança da vida marinha na região, onde quase 200 encalhes de animais foram registrados em 2025.
O Cemam enfatiza a importância das notificações da população sobre encalhes, especialmente durante a alta temporada, e orienta sobre os procedimentos corretos a serem seguidos, mesmo que a equipe não consiga chegar a tempo.
Uma tartaruga marinha da espécie Chelonia mydas (conhecida como tartaruga-verde) foi encontrada morta, nesta segunda-feira (29), na Praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. O animal apresentava um ferimento profundo no corpo e foi removido por uma equipe do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam).
Após análise e avaliação do Cemam, foi identificado que o animal apresentava lesões compatíveis com a ação de um objeto perfurocortante, possivelmente uma faca, que, portanto, foi vítima de interação antrópica.
Segundo o Cemam, a conclusão se deu após exames e a equipe técnica concluir que a causa da morte está relacionada à ação humana direta.
Segundo o presidente do Cemam, Daniel Solon, a ocorrência foi registrada em um trecho da Praia de Ponta Negra próximo à área onde acontecem as festividades de fim de ano.
Tratava-se de uma tartaruga-verde, espécie costeira que, nesta época do ano, tem ocupado mais a nossa costa, principalmente em busca de alimentação. Infelizmente, o óbito ocorreu por interação antrópica negativa, já que o animal apresentava lesões e cortes no corpo”, afirmou.
Ainda segundo órgão ambiental, se tratava de um animal jovem.
Casos recentes de animais marinhos mortos
Outro caso recente no litoral potiguar: “Tivemos também um encalhe na Praia de Barreta, de um golfinho encontrado morto, já em estágio avançado de decomposição, mas com bastante alimento no trato digestivo, o que indica que o animal estava se alimentando antes do óbito”, explicou.
De acordo com o presidente do Cemam, os dois casos se somam a quase 200 encalhes registrados somente em 2025 no litoral do Rio Grande do Norte.
A situação reforça a importância das notificações feitas pela população, especialmente durante o período de veraneio, quando há maior presença de banhistas e turistas nas praias.
“Cada encalhe é importante e requer cuidado. Ao registrar um animal encalhado, entrem em contato conosco. Mesmo que a equipe não consiga chegar a tempo, orientamos sobre os procedimentos corretos”, concluiu.
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