Cidades

Surto de sarampo nos países da Copa do Mundo 2026 acende sinal de alerta para o Brasil; veja orientações do Ministério da Saúde

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Com a Copa do Mundo se aproximando, o Ministério da Saúde alerta sobre o aumento de casos de sarampo nos países anfitriões e a necessidade de vacinação  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 27/04/2026, às 10h03   Malu Machado



O Ministério da Saúde emitiu, na última quinta-feira (23), uma nota técnica alertando para o risco de contaminação por sarampo durante a Copa do Mundo, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. 

A pasta destaca que a grande concentração de pessoas e o intenso fluxo internacional de viajantes facilitam a disseminação da doença.

Cenário nos países-sede 

A preocupação reside no aumento expressivo de casos nos países anfitriões:

  • Canadá: Registrou 5.062 casos em 2025 e já soma 124 em 2026.
  • México: Saltou de 7 casos em 2024 para 6.152 em 2025; apenas em janeiro de 2026, foram 1.190 casos.
  • EUA: Notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 no primeiro mês de 2026.

Situação no Brasil 

Embora o Brasil siga como "país livre da circulação endêmica", os casos importados preocupam. Em 2025, foram 38 confirmações (a maioria ligada a viagens internacionais). 

Em 2026, já há dois casos confirmados (SP e RJ) em pessoas sem histórico vacinal. "Precisamos manter a população vacinada como barreira de transmissão", reforça Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm.

Quem deve se vacinar?

A recomendação é que todos os viajantes confiram a caderneta de vacinação e apliquem as doses necessárias com antecedência ao embarque:

  • Crianças (6 a 11 meses): devem tomar uma dose ao menos 15 dias antes de viajar.
  • De 1 a 29 anos: o esquema exige duas doses. Quem não iniciou o processo deve começar cerca de 45 dias antes da viagem para respeitar o intervalo e o tempo de resposta do organismo.
  • Adultos (30 a 59 anos): devem ter ao menos uma dose registrada, aplicada no mínimo 15 dias antes do embarque.

Mesmo quem não pretende viajar deve se imunizar, já que a maioria das infecções recentes no país ocorreu em pessoas não vacinadas.

Sobre a doença

O sarampo é causado por um vírus do gênero Morbillivirus, transmitido por via respiratória. Os sintomas iniciais lembram uma gripe forte (febre alta, tosse e coriza), mas evoluem para manchas vermelhas no corpo.

A doença é grave e pode gerar complicações como pneumonia, infecções de ouvido, inflamação no cérebro e, especialmente em crianças, levar ao óbito. 

O Ministério orienta que estados e municípios intensifiquem a vacinação e a notificação imediata de qualquer caso suspeito.

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