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Surto de ciguatera dispara no RN; veja quais peixes são mais seguros

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A Vigilância Sanitária de Natal divulga lista de peixes de menor risco após aumento expressivo de casos de ciguatera no estado  |   BNews RN - Divulgação Reprodução
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 16/07/2026, às 07h55 - Atualizado em 17/07/2026, às 14h00



O aumento expressivo dos casos de ciguatera no Rio Grande do Norte levou a Vigilância Sanitária de Natal a divulgar uma lista de espécies consideradas de menor risco para consumo. Até 11 de junho de 2026, o estado registrou 141 ocorrências da intoxicação, número 60,2% maior do que o total contabilizado durante todo o ano de 2025, quando houve 88 casos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. De acordo com a Sesap, a substância não altera o cheiro, a cor ou o sabor do pescado e permanece ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.

Diante do cenário, as autoridades reforçam que a população deve evitar espécies com maior associação aos casos registrados e priorizar peixes considerados mais seguros, além de adotar cuidados no preparo dos alimentos.

Espécies mais seguras

A Sesap orienta que consumidores priorizem as espécies classificadas como de menor risco para intoxicação por ciguatera. Confira a lista:

  • Tilápia

  • Curimatã

  • Atum

  • Cavalinha

  • Arenque

  • Manjuba

Peixes que devem ser evitados

Por outro lado, o órgão recomenda evitar o consumo das espécies mais frequentemente relacionadas aos casos da doença no estado. A lista inclui:

  • Bicuda (Barracuda)

  • Arabaiana

  • Dourado

  • Cioba

  • Pescada Branca

  • Galo do Alto

  • Pargo

  • Sirigado (Robalo)

Entre elas, a bicuda, também conhecida como barracuda, concentra 45,13% das confirmações de ciguatera no Rio Grande do Norte. A Sesap também recomenda retirar a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, regiões onde pode haver maior concentração da toxina.

Casos cresceram e Natal lidera notificações

Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos da doença, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Desse total, 113 ocorrências foram confirmadas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O levantamento da Sesap mostra que 64% das intoxicações aconteceram após o consumo do pescado em residências, enquanto 36% foram associadas a refeições feitas em restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

Natal concentra 52,21% das notificações registradas no estado. Em seguida aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz. As mulheres representam 59,3% dos casos, enquanto adultos entre 20 e 59 anos correspondem a 61,95% das ocorrências.

Sintomas e orientações em caso de suspeita

Os sintomas da ciguatera podem surgir poucos minutos após o consumo do peixe contaminado ou até 48 horas depois. Entre os principais sinais estão diarreia, náuseas, vômitos, coceira intensa, dormência na boca, nas mãos e nos pés, dores no corpo e inversão térmica, quando a pessoa percebe o quente como frio e o frio como quente. Nos casos mais graves, também podem ocorrer queda da pressão arterial e diminuição dos batimentos cardíacos.

Em caso de suspeita de intoxicação, a Vigilância Sanitária orienta procurar atendimento médico imediatamente, informar ao profissional de saúde sobre o consumo de peixe nas últimas 48 horas, guardar eventuais sobras do alimento para análise e comunicar o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Classificação Indicativa: Livre

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