Cidades

Sindicato denuncia interdição de dez leitos no Walfredo Gurgel após chuvas agravarem problemas

Divulgação/ SindSaúde RN
Interdição foi provocada por vazamentos e alagamentos após chuvas intensas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/ SindSaúde RN
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 24/07/2026, às 06h03



Dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, foram interditados após fortes chuvas provocarem vazamentos, infiltrações e alagamentos no setor G2. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que voltou a cobrar soluções para os problemas estruturais da unidade.

Segundo o sindicato, seis leitos do lado A da UTI G2 já estavam bloqueados pelos mesmos problemas. Com o agravamento das condições no local, os quatro leitos do lado B também precisaram ser interditados.

Além dos dez leitos de terapia intensiva, os espaços destinados ao repouso de técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos também apresentam infiltrações e alagamentos. As condições, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte, são inadequadas para os profissionais.

Risco à segurança dos pacientes

Vídeos que circulam nas redes sociais, gravados por profissionais de saúde da unidade, mostram o cenário de preocupação: água percorrendo paredes e teto, além de poças se formando no chão da ala intensiva. A proximidade da infiltração com equipamentos eletroeletrônicos acende um alerta sobre a segurança hospitalar em períodos de temporais. O ambiente de uma UTI exige esterilidade e controle absoluto, condições que foram comprometidas pela falha na estrutura do prédio.

Problema se arrasta há mais de um ano

Uma servidora do hospital, que preferiu não se identificar, afirmou que os problemas são antigos e começaram há mais de um ano. Segundo ela, a situação teria se agravado gradualmente até comprometer todo o setor.

Esse problema é antigo, já tem mais de um ano. Começou com uma única goteira em cima de um leito e, toda vez que chovia, a gente precisava transferir os pacientes. Depois foi piorando: de um leito passou para dois, depois três, até chegar ao ponto de interditar toda a UTI G2”, denunciou.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) havia informado que equipes de engenharia e manutenção já estavam mobilizadas no local para avaliar a extensão dos danos e iniciar os reparos emergenciais necessários para conter as infiltrações. Na ocasião, o hospital seguia operando, mas o incidente reforçava a necessidade de vistorias periódicas em prédios públicos que atendem o setor de saúde, especialmente diante do aumento atípico do volume de chuvas na capital potiguar.

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