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Setor de serviços ganha força no RN com R$ 24,2 bilhões em receita e 178 mil empregados

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A pesquisa do IBGE mostra a diversidade do setor de serviços no RN, com atividades que vão de turismo a consultoria e educação  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 27/08/2026, às 11h35



O setor de serviços movimentou mais de R$ 24,2 bilhões em receita bruta no Rio Grande do Norte ao longo de 2024. No período, o estado contava com 17.319 empresas atuando na prestação de serviços, responsáveis pela ocupação de 178.198 pessoas e por um gasto de aproximadamente R$ 4,7 bilhões com pessoal.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apresenta um panorama da estrutura econômica do segmento no estado e mostra a importância dos serviços tanto na geração de empregos quanto na movimentação de recursos.

Entre os diferentes grupos de atividades analisados pelo IBGE, os chamados “Serviços profissionais, administrativos e complementares” foram os que apresentaram os maiores resultados em número de trabalhadores e receita bruta. O segmento respondeu sozinho por mais da metade das pessoas ocupadas no setor de serviços potiguar.

Os chamados “Serviços profissionais, administrativos e complementares” foram os que apresentaram os maiores resultados em número de trabalhadores e receita bruta.
Os chamados “Serviços profissionais, administrativos e complementares” foram os que apresentaram os maiores resultados em número de trabalhadores e receita bruta.

Já os “Serviços prestados à família” concentraram a maior quantidade de empresas entre os grupos pesquisados. A categoria reúne atividades bastante presentes no cotidiano da população, como alimentação, hospedagem, ensino, serviços pessoais e atividades culturais, recreativas e esportivas.

Embora não sejam o grupo com maior número de empresas, os “Serviços profissionais, administrativos e complementares” apresentaram os maiores números de pessoas ocupadas e de receita bruta em 2024.

O segmento reunia 5.903 empresas no Rio Grande do Norte e empregava 100.647 pessoas. O número corresponde a 56,48% de todo o pessoal ocupado nas empresas de serviços pesquisadas no estado.

A participação também foi expressiva na geração de receita. As empresas desse grupo movimentaram R$ 9,2 bilhões em 2024, o equivalente a 38,30% de toda a receita bruta gerada pelo setor de serviços potiguar.

Os números mostram que o segmento possui um peso significativo na estrutura econômica estadual, especialmente por reunir atividades empresariais que demandam grande quantidade de mão de obra e movimentam valores elevados.

Entre as atividades classificadas nesse grupo estão serviços técnico-profissionais, consultorias em informática, auditoria, contabilidade, serviços jurídicos, arquitetura e engenharia.

Também fazem parte da categoria as agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços relacionados ao turismo, além de serviços de escritório e apoio administrativo.

O grupo inclui ainda empresas de seleção, agenciamento e locação de mão de obra, entre outras atividades profissionais, administrativas e complementares.

Serviços prestados à família concentram mais empresas

Na quantidade de empresas, o destaque ficou com os “Serviços prestados à família”. O grupo reunia 6.281 empresas no Rio Grande do Norte em 2024, o maior número entre as categorias analisadas pela pesquisa.

Juntas, essas empresas empregavam 36.795 pessoas. A categoria engloba uma variedade de atividades diretamente relacionadas ao consumo e à prestação de serviços para a população.

Entre elas estão os serviços de alojamento e alimentação, atividades culturais, recreativas e esportivas, serviços pessoais e atividades de ensino.

A grande quantidade de empresas nesse segmento mostra a capilaridade dessas atividades na economia potiguar. São negócios que vão desde estabelecimentos de alimentação e hospedagem até empresas e profissionais envolvidos em educação, lazer, cultura e cuidados pessoais.

Apesar de liderar em número de empresas, o grupo não alcançou os mesmos níveis de receita e ocupação registrados pelos serviços profissionais, administrativos e complementares.

Setor reúne 178 mil pessoas ocupadas

Ao considerar todas as empresas de serviços pesquisadas pelo IBGE, o Rio Grande do Norte tinha 178.198 pessoas ocupadas em 2024.

O número evidencia o peso do setor no mercado de trabalho estadual. Uma parcela expressiva dessa mão de obra estava concentrada nos serviços profissionais, administrativos e complementares, que sozinhos respondiam por 100.647 trabalhadores.

O setor também representou uma importante massa de recursos destinada à remuneração e demais despesas com pessoal. No conjunto das empresas pesquisadas, foram R$ 4,7 bilhões gastos com pessoal durante o ano.

Além dos salários, o levantamento considera os custos relacionados à mão de obra dentro da estrutura das empresas, permitindo dimensionar a importância do setor na geração de renda.

Receita bruta passou de R$ 24 bilhões

A receita bruta superior a R$ 24,2 bilhões registrada pelo setor de serviços em 2024 reforça a participação das atividades terciárias na economia do Rio Grande do Norte.

Desse total, R$ 9,2 bilhões foram gerados apenas pelo grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares. A categoria respondeu por 38,30% da receita bruta total contabilizada pela pesquisa no estado.

A concentração demonstra que determinadas atividades possuem participação econômica muito superior à sua quantidade de empresas. É o caso do grupo profissional e administrativo, que tinha menos empresas do que os serviços prestados à família, mas apresentava uma receita significativamente maior.

A diversidade do setor também ajuda a explicar os resultados. Serviços envolvem desde atividades ligadas ao turismo e alimentação até transporte, tecnologia, consultoria, administração, educação e outras áreas especializadas.

Transportes aparecem entre as atividades com maiores salários

Dentro do setor de serviços do Rio Grande do Norte, as atividades relacionadas a transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram os maiores salários médios no recorte destacado pelo levantamento.

Entre elas, a categoria de “Outros transportes”, que reúne transportes aéreo, aquaviário, dutoviário, ferroviário e metroferroviário, ficou na primeira posição, com remuneração média equivalente a 5,1 salários mínimos.

Na sequência apareceu o grupo de “Correio e outras atividades de entrega”, com média de 3,1 salários mínimos.

O transporte rodoviário, apesar de representar uma atividade de grande presença no cotidiano e na economia, apareceu na sexta posição do ranking, com remuneração média equivalente a 1,8 salário mínimo.

Os resultados mostram diferenças expressivas entre as remunerações médias dentro do próprio setor de serviços. A formação profissional exigida, o nível de especialização e as características de cada atividade ajudam a explicar parte dessas diferenças.

As atividades relacionadas a transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram os maiores salários médios no recorte destacado pelo levantamento.
As atividades relacionadas a transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram os maiores salários médios no recorte destacado pelo levantamento.

Atividades pessoais têm os menores salários médios

Na outra ponta do levantamento aparecem atividades com remunerações médias inferiores a dois salários mínimos.

As “Atividades imobiliárias” registraram média de 1,1 salário mínimo. Já as “Atividades culturais, recreativas e esportivas” apresentaram média de 1,0 salário mínimo.

A menor remuneração média entre as categorias mencionadas ficou com “Outras atividades de serviços pessoais”, com 0,9 salário mínimo.

A diferença entre as atividades de maior e menor remuneração evidencia a heterogeneidade existente dentro do setor de serviços. Apesar de todos integrarem o mesmo grande segmento econômico, os tipos de trabalho, o grau de especialização e os modelos de negócios são bastante distintos.

As “Atividades culturais, recreativas e esportivas” apresentaram média de 1,0 salário mínimo.
As “Atividades culturais, recreativas e esportivas” apresentaram média de 1,0 salário mínimo.

Mudança da RAIS para o eSocial afeta comparação dos dados

O IBGE também chama atenção para uma mudança metodológica que afeta a comparação dos resultados das pesquisas estruturais econômicas ao longo dos anos.

A alteração está relacionada à substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) como fonte administrativa utilizada na atualização do Cadastro Central de Empresas (Cempre).

A mudança ocorreu em 2022 e provocou impactos no universo utilizado pelo IBGE para a realização das pesquisas econômicas.

Segundo o instituto, a alteração da fonte administrativa utilizada na atualização do cadastro modificou o desenho amostral das pesquisas e provocou uma quebra na série histórica de diferentes atividades.

Por esse motivo, os dados produzidos antes e depois da mudança não devem ser comparados diretamente sem considerar as alterações metodológicas realizadas pelo instituto.

Nova metodologia provocou quebra na série histórica

A transição para o eSocial teve como consequência uma redução temporária no número de empresas consideradas em determinadas atividades pesquisadas pelo IBGE.

Para minimizar os efeitos da mudança, foram realizados ajustes de calibração em 2023. A medida buscou preservar a coerência das estimativas e reduzir os impactos provocados pela alteração da fonte administrativa.

Já em 2024 ocorreu uma nova etapa metodológica, com a quebra definitiva da série histórica das pesquisas estruturais econômicas.

O IBGE passou a utilizar um novo indicador de atividades obtido a partir de registros administrativos da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.

A alteração é importante para a leitura dos números porque mudanças no universo de empresas e nos critérios utilizados para sua identificação podem produzir diferenças estatísticas que não necessariamente representam crescimento ou redução real da atividade econômica.

Setor de serviços tem perfil diversificado no RN

Os números da Pesquisa Anual de Serviços mostram ainda a diversidade da economia potiguar. O setor reúne empresas de diferentes portes e segmentos, com características bastante distintas entre si.

Enquanto algumas atividades possuem grande quantidade de pequenos negócios e elevada presença de mão de obra, outras apresentam menor número de empresas, mas movimentam volumes maiores de recursos.

Essa característica faz com que a análise do setor precise considerar diferentes indicadores simultaneamente. O número de empresas, a quantidade de trabalhadores, a receita bruta e os gastos com pessoal oferecem perspectivas distintas sobre a dimensão econômica de cada atividade.

No Rio Grande do Norte, os serviços profissionais, administrativos e complementares se destacaram justamente pela combinação entre geração de empregos e movimentação financeira.

Já os serviços prestados à família aparecem como uma das áreas de maior capilaridade empresarial, com o maior número de empresas entre os grupos destacados pela pesquisa.

Dados ajudam a medir o peso dos serviços na economia

A Pesquisa Anual de Serviços é uma das principais fontes de informações sobre a estrutura e o desempenho das empresas que atuam no segmento no país.

Os dados permitem observar características como número de empresas, pessoal ocupado, salários e outras despesas com pessoal e receita, contribuindo para a compreensão do peso econômico das atividades de serviços.

No caso do Rio Grande do Norte, o levantamento de 2024 mostra um setor formado por mais de 17 mil empresas, responsável pela ocupação de quase 180 mil pessoas e pela geração de mais de R$ 24 bilhões em receita bruta.

Ao mesmo tempo, os números evidenciam diferenças importantes entre as atividades, tanto na capacidade de gerar receita quanto na remuneração dos trabalhadores.

A divulgação dos resultados ocorre em um momento em que a metodologia das pesquisas estruturais do IBGE passa por mudanças. Por isso, o instituto recomenda atenção na comparação com séries anteriores.

Mesmo com as alterações metodológicas, os dados mais recentes oferecem um retrato relevante da dimensão do setor de serviços no Rio Grande do Norte e de sua participação na geração de empregos, renda e atividade econômica no estado.

Classificação Indicativa: Livre

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