Cidades

Servidores da UPA de Parnamirim aprovam greve por tempo indeterminado; entenda motivos da paralisação

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Profissionais da UPA de Nova Esperança paralisam atividades a partir de 23 de abril; categoria denuncia sobrecarga severa na unidade  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 14/04/2026, às 10h17   Malu Machado



Os profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, em Parnamirim, decidiram em assembleia realizada nesta segunda-feira (13) paralisar as atividades por tempo indeterminado.

A greve, aprovada por unanimidade, tem início programado para o dia 23 de abril. A principal reivindicação da categoria é a regularização urgente do dimensionamento das escalas de serviço, que hoje se encontram deficitárias.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde/RN), o cenário na única UPA do município é crítico. Os servidores relatam uma rotina de sobrecarga extrema que se arrasta há anos, mas que atingiu um ponto insustentável. 

Greve foi anunciada pelo Sindsaúde/RN na tarde desta segunda-feira (13). Foto: Divulgação/Sindsaúde
Greve foi anunciada pelo Sindsaúde/RN na tarde desta segunda-feira (13). Foto: Divulgação/Sindsaúde

Atualmente, a insuficiência de pessoal é tão grave que as escalas de plantão não estão sendo fechadas, o que compromete diretamente a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência prestada à população.

Déficit de pessoal e adoecimento

O sindicato contabiliza pelo menos 18 baixas recentes no quadro de pessoal da unidade, entre exonerações, remanejamentos e afastamentos médicos, sem que tenha havido reposição por parte da gestão da prefeita Nilda. 

Essa pressão constante tem gerado um ciclo de adoecimento físico e mental entre os trabalhadores, resultando em novos afastamentos e agravando o "vazio" nas escalas de serviço.

Além da falta de braços para trabalhar, os profissionais denunciaram outros problemas graves de infraestrutura e segurança do trabalho:

  • Falta de EPIs: ausência de equipamentos básicos, como dosímetros;
  • Insumos: escassez de materiais necessários para os procedimentos diários;
  • Precarização: relatos de um processo de "desmonte" da saúde pública no município.

O que diz o Sindicato

Para o Sindsaúde/RN, a greve é o último recurso de uma categoria que "ultrapassou seus limites". O sindicato reforça que a população de Parnamirim é a maior prejudicada pela falta de providências da gestão municipal. 

A entidade solicita que a prefeitura tome medidas imediatas para solucionar o déficit de pessoal e garantir condições dignas de trabalho, evitando que a paralisação do dia 23 se prolongue e afete ainda mais o atendimento de urgência e emergência na cidade.

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