Cidades

RN gera quase 5 mil empregos formais em agosto e tem o 5º maior saldo do Nordeste

Alex Régis
O estado alcançou o quinto maior saldo de empregos no Nordeste, com destaque para a agropecuária que gerou 2.620 novas vagas  |   BNews RN - Divulgação Alex Régis
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 30/09/2026, às 06h44



O Rio Grande do Norte criou 4.890 empregos com carteira assinada em agosto de 2026, impulsionado pela agropecuária, e alcançou o quinto maior saldo do Nordeste. Os números foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e analisados na plataforma Data Nordeste, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Mais da metade do resultado potiguar veio da agropecuária, responsável por 2.620 novos postos. Nesse segmento, o estado teve o segundo maior saldo regional, superado apenas por Pernambuco, que somou 2.981 vagas.

Na classificação geral, Pernambuco também liderou, com 13.428 empregos, seguido por Bahia, com 11.647, Ceará, com 9.295, e Paraíba, com 8.852. Todos os nove estados nordestinos encerraram agosto com mais admissões do que desligamentos.

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Nordeste tem melhor resultado mensal do ano

Com 59.356 novos postos formais, o Nordeste registrou em agosto seu maior saldo mensal de 2026. O resultado ficou 211,09% acima do observado em julho e correspondeu a 35,8% dos 165.827 empregos criados no Brasil no mês.

Entre janeiro e agosto, a região acumulou 211.915 vagas com carteira assinada. Esse volume representou 18,7% do saldo nacional no período.

Considerando toda a área de atuação da Sudene, que abrange os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o saldo de agosto chegou a 59.747 empregos.

Jovens e trabalhadores com ensino médio concentram vagas

Os trabalhadores de 18 a 24 anos tiveram o maior saldo de empregos no Nordeste, com 26.738 postos em agosto. Na divisão por escolaridade, o destaque foi o grupo com ensino médio completo, que somou 34.440 vagas.

Entre as demais faixas etárias, o saldo foi de 10.176 empregos para pessoas de 30 a 39 anos e de 9.798 para aquelas de 40 a 49 anos. Os trabalhadores de 25 a 29 anos registraram 7.802 postos, enquanto o grupo de 50 a 64 anos somou 4.188 e o de até 17 anos, 1.798.

A distribuição por sexo mostrou uma diferença expressiva: os homens responderam por 40.160 postos do saldo regional, enquanto as mulheres ficaram com 19.196.

Serviços e indústria puxam crescimento regional

O setor de serviços liderou a geração de empregos no Nordeste, com saldo de 24.931 postos. As atividades de educação e saúde contribuíram com 5.998 e 4.456 vagas, respectivamente.

A indústria acrescentou 12.540 empregos, dos quais 11.314 vieram da transformação. Juntos, serviços e indústria responderam por 37.471 postos, equivalentes a 63,1% do saldo nordestino.

A agropecuária somou 9.645 vagas na região, enquanto o comércio registrou 4.888. A construção civil abriu 7.354 postos, com os maiores saldos no Ceará, com 1.897, em Pernambuco, com 1.824, e na Bahia, com 1.707.

Classificação Indicativa: Livre

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